Numa inciativa ilegal e inconstitucional, simpatizantes do governo Bolsonaro, em manifestação hoje pela manhã em Copacabana, atentaram contra a democracia brasileira: pediram o fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF). Com discursos carregados de ódio, os oradores mais radicais faziam apelo às Forças Armadas para que interviessem no processo político e fechassem às instituições que garantem o estado democrático de direito. A catilinária era mesma da manifestação de ontem na frente da residência do presidente de Câmara, Rodrigo Maia, em São Conrado: palavras de ordem contra as liberdades democráticas e apoio às ações do ministro Sérgio Moro no combate ao crime e à corrupção. Numa clara demonstração de que Rodrigo Maia era um dos alvos centrais da manifestação, os ativistas pró-Bolsonaro exibiram um boneco do presidente da Câmara, em torno do qual bradavam agressões políticas e morais ao parlamentar. No boneco, expressões pejorativas: "Judas" e "171" e imagens das empresas Odebrecht e Gol, em referência às citações de Maia em delações premiadas. A radicalização destes grupos fez o presidente Bolsonaro se pronunciar em um culto religioso, dizendo que o protesto respeitou as instituições. No entanto, Bolsonaro reforçou as acusações à classe política ao afirmar que os protestos são um recado aos que "teimam com velhas práticas e não permitem que o povo se liberte". (Ricardo Bruno)
domingo, 26 de maio de 2019
sábado, 25 de maio de 2019
VI Domingo – No templo, Deus vive preso! Ele se liberta no coração de quem ama! (Jo. 14, 23-29)
Em nada adianta manifestar amor a Jesus simplesmente lendo, decorando ou ouvindo a Sua Palavra. Ou tecendo belas considerações sobre as narrações bíblicas. Ou fazendo solenes entronizações da bíblia sagrada, com as narinas encharcadas de perfume do incenso.! Acolher a palavra de Jesus significa, concretamente, amar aqueles que não são amados por ninguém. Para Jesus, não existe separação entre amar e ‘guardar’ a sua palavra. A palavra de Jesus não existe separada da Sua ação de amar como o Pai o amava. Jesus garante que ELE e o PAI fazem morada, colocam a sua tenda, naquelas pessoas que praticam o amor de verdade. Não mais o templo, mas o coração amoroso das pessoas compassivas. O Deus da devoção, domesticado pela elite religiosa sacerdotal se encontra no templo. É um Deus que cobra obediência cega às suas leis, proibições e normas. Mas o PAI encontra-se naqueles que amam e servem. Que amam como Jesus amou. Deus, no deserto, caminhava com o seu povo, numa tenda. Não tinha um santuário como morada. Era um Deus nômade, sempre a caminho. Um Deus caminheiro apoiando e protegendo o seu povo na busca de uma terra sem males. Com a conquista da terra prometida o povo se acomodou, e prendeu Deus num santuário, achando que Ele estava lá para ser adorado e reverenciado. Jesus nos convida a tirar o Deus do templo, e libertá-Lo, para que seja um PAI que continue a caminhar entre as vítimas do desamor e do ódio. Jesus quer que adoremos o PAI não nos templos refrigerados, mas em Espírito e Verdade.. Que tenhamos a convicção profunda de que a ‘tenda-morada do PAI’ está definitivamente fincada no coração daqueles filhos e filhas que, por amor, libertam inúmeros irmãos, ainda vítimas do ódio e da intolerância.
sexta-feira, 24 de maio de 2019
Juiz manda derrubar casas no Cajueiro, mas Desembargador do TJ, Paulo Sérgio Velten, concede o efeito suspensivo da ordem judicial
No dia 9 de Maio, o juiz de Direito auxiliar Marcelo Elias Oka assinou uma decisão liminar que permite a demolição de residências na Praia de Parnauaçu, no Cajueiro. A medida também concede reintegração de posse de parte do território à WPR São Luís Gestão de Portos e Terminais, sócia da Companhia Chinesa de Construção e Comunicações (CCCC) na obra do Porto São Luís. Esta semana, a Defensoria Pública do Estado do Maranhão encaminhou um pedido formal ao juiz Oka para que reconsidere sua decisão e entrou com recurso contra a liminar no Tribunal de Justiça do Maranhão. “Uma decisão que pode trazer consequências irreversíveis (a derrubada de casas) precisa de aprofundamento, de inspeção judicial na região. A liminar também conflita com uma sentença judicial que assegura a permanência dos moradores até uma decisão quanto a posse do território onde vivem”, disse o defensor público Marcus Patrício Monteiro, titular do Núcleo de Moradia e Defesa Fundiária.
A liminar exclui apenas seis propriedades de moradores tradicionais. A decisão reconhece que lá estavam antes do início das obras. Para os demais, foi autorizado o “auxílio da Força Policial e do que mais se mostrar necessário para imediata reintegração de posse contra todos e quaisquer invasores que estiverem no Imóvel, mediante prévio estudo de campo realizado pela Polícia Militar do Estado do Maranhão” e também a “demolição de todas e quaisquer construções e plantações, bem como a remover coisas e materiais”
Ontem dia 23 de maio o desembargador Paulo Sérgio Velten Pereira DECIDIU conceder o efeito suspensivo da decisão do juiz que autorizava a derrubada das casas dos vários moradores do Cajueiro
quarta-feira, 22 de maio de 2019
Agora, GLOBO diz que Bolsonaro não sabe governar...Precisava torná-lo presidente para saber disso?
Em artigo publicado nesta quarta-feira, a jornalista Miriam Leitão, uma das principais vozes do Globo, explicitou o óbvio: Jair Bolsonaro não sabe governar, não entende o que se passa ao seu redor e é um grande problema para o Brasil.
"Durante os anos em que foi parlamentar, Jair Bolsonaro não presidiu comissão, não relatou qualquer projeto, nunca liderou grupo algum. Ele não se interessava pelas matérias que passavam por lá, concentrando-se em questões do seu nicho. Sua preocupação era apenas a defesa dos interesses da corporação dos militares e policiais. Afora isso, ofendia colegas que considerasse de esquerda e dava declarações espetaculosas para ocupar espaço no noticiário. Com esse currículo ele chegou à Presidência. Hoje, não entende nem os projetos que envia ao Congresso, como se vê diariamente nas declarações que faz", diz ela.
"Diariamente, Bolsonaro diz algo que contraria o espírito dos projetos que seu governo defende ou contradiz o que disse. De manhã, afirma que a 'classe política' é o grande problema do país, de tarde, a adula. Navega por qualquer tema com a mesma superficialidade que demonstrava no exercício dos seus mandatos de deputado. Nenhuma surpresa nisso. Por que mesmo ele seria presidente diferente do parlamentar que foi?", questiona ainda a jornalista.
Miriam explica o caos atual. "O fato é simples: o presidente Bolsonaro não sabe governar. É essa a razão da sua performance tão errática nestes quase cinco meses. Sua relação tumultuada com o Congresso não deriva de uma tentativa de mudar a prática da política, mas da sua falta de aptidão para qualquer tipo de diálogo. Não sabe ouvir, não entende os projetos, não tem interesse em estudá-los", afirma.
"Durante os anos em que foi parlamentar, Jair Bolsonaro não presidiu comissão, não relatou qualquer projeto, nunca liderou grupo algum. Ele não se interessava pelas matérias que passavam por lá, concentrando-se em questões do seu nicho. Sua preocupação era apenas a defesa dos interesses da corporação dos militares e policiais. Afora isso, ofendia colegas que considerasse de esquerda e dava declarações espetaculosas para ocupar espaço no noticiário. Com esse currículo ele chegou à Presidência. Hoje, não entende nem os projetos que envia ao Congresso, como se vê diariamente nas declarações que faz", diz ela.
"Diariamente, Bolsonaro diz algo que contraria o espírito dos projetos que seu governo defende ou contradiz o que disse. De manhã, afirma que a 'classe política' é o grande problema do país, de tarde, a adula. Navega por qualquer tema com a mesma superficialidade que demonstrava no exercício dos seus mandatos de deputado. Nenhuma surpresa nisso. Por que mesmo ele seria presidente diferente do parlamentar que foi?", questiona ainda a jornalista.
Miriam explica o caos atual. "O fato é simples: o presidente Bolsonaro não sabe governar. É essa a razão da sua performance tão errática nestes quase cinco meses. Sua relação tumultuada com o Congresso não deriva de uma tentativa de mudar a prática da política, mas da sua falta de aptidão para qualquer tipo de diálogo. Não sabe ouvir, não entende os projetos, não tem interesse em estudá-los", afirma.
terça-feira, 21 de maio de 2019
Combonianos da Itália reagem à instrumentalização cínica e covarde do terço pelo ministro do Interior
Noi Missionari Comboniani in Italia siamo schierati. Portiamo nel cuore il Vangelo che si fa strada con le Afriche della storia. Che non scende a compromessi e strategie di marketing. Né elettorali né di svendita becera dei piccoli in nome del denaro.
Ci indigna profondamente l’utilizzo strumentale del rosario, baciato sabato scorso in piazza Duomo a Milano dal ministro dell’interno, chiedendo voti alla Madonna. Rosario che è segno della tenerezza di Dio, macchiato dal sangue dei migranti che ancora muoiono nel Mediterraneo: 60 la settimana scorsa, nel silenzio dell’indifferenza dei caini del mondo.
Ci rivolta dentro il richiamo ai papi del passato per farne strumento della strategia fascista dell’esclusione degli ultimi. Di chi bussa alle nostre porte chiedendo di aprire i porti. Come la nave Sea Watch di queste ore. Nave che accoglie chi scappa da mondi inquinati dai gas serra della nostra sete di materie prime per mantenere uno stile di vita sempre più insostenibile. Che pesa sulle spalle degli impoveriti.
Ci ripugna il richiamo alla vittoria elettorale in nome della madre di Gesù di Nazareth che cammina con gli “scarti” del mondo per innalzare gli umili. Sempre dalla parte dei perdenti della globalizzazione dei profitti. La carne di Cristo sulla terra. “Ero forestiero e mi avete accolto” (Mt 25,35)
Ci aggredisce l’arroganza d’invitare la gente a reagire durante le celebrazioni in chiesa di fronte ai preti che predicano “porti aperti”. Dettando legge in nome dei vescovi.
Ci dà coraggio e ci fa resistere, contro questa onda di disprezzo e disumanità, condividere il sogno di Dio: ridestare la speranza tra la gente che un mondo radicalmente altro, interculturale, aperto, inclusivo e solidale è urgente e dipende da ognuno di noi. Da chi non tace e, con la determinazione della nonviolenza del Vangelo, grida con la sua vita che non ci sta con il razzismo dilagante di chi vuole stravolgere l’immagine vera del Dio della vita.
I Missionari Comboniani ci sono. Alzano la voce. Scendono in strada, non fanno calcoli e stanno da una parte precisa. Quella degli oppressi da un’economia che uccide. Prima e sempre.
Missionari Comboniani d’Italia
Verona, 20 maggio 2019
segunda-feira, 20 de maio de 2019
Aproxima-se o fim do clã Bolsonaro - Por Jânio de Freitas
“Flávio Bolsonaro mostra-se assustado com o inquérito. Jair Bolsonaro sai pela arrogância. Carlos recolhe-se ao silêncio sugestivo. Mas a ansiedade não se divide por três. É equânime”, destaca Janio de Freitas, em coluna publicada neste domingo (19), na Folha de S.Paulo, sobre o perigo que ronda os Bolsonaros.
Usando na análise a linha do ditado popular ‘colhe o que se planta’, Janio destaca que o esquema de funcionários fantasmas, investigado pelo Ministério Público Federal do Rio, entre as irregularidades administrativas de gabinete quando Flávio Bolsonaro era deputado estadual, foi uma das características da vida pública que ele herdou do pai, Jair Bolsonaro. Tanto que entre as pessoas que tiveram os sigilos bancários e fiscais quebrados pela Justiça, estão ex-funcionários de gabinete do hoje presidente da República.Ao mesmo tempo, Jânio observa que, apesar de evidentes, essas irregularidades não estão tendo a mesma divulgação nos noticiários que tiveram os vazamentos ilegais dos áudios da então presidente Dilma, advogados seus e Lula, e que aumentou o movimento gerador do impeachment da petista em 2016. “Inexiste ainda a caracterização real e pública dessas sucessivas constatações, por serem seus relatos moderados e intermitentes. O oposto dos vazamentos e do carnaval de manchetes e telejornais nos casos envolvendo Lula, o PT e Dilma”, ressalta Janio. “Nestes, jornalismo propriamente dito e política + Ministério Público brigaram o tempo todo. A briga continua, mas a rubrica “política” tem composição diferente, sem partidos enlaçados com poder econômico e imprensa/TV/rádio. E os Ministérios Públicos não denotam o facciosismo e o desregramento da Lava Jato”, completa o articulista.
Brasil à deriva - Autogolpe do Bozo divide militares, mas ele está doidinho para reinar sem críticos...
Mais uma vez, como ocorre nas graves crises políticas e institucionais do país, políticos sondam os militares para encontrar saídas; mas até agora, as Forças Armadas não se mostram dispostas a intervir diretamente; informações da coluna Painel da Folha de S.Paulo revelam que em meio à escalada da extrema-direita para confrontar as instituições nos atos do próximo domingo (26), líderes políticos de diversas siglas estão sondando o estado de espírito das Forças Armadas
Há um setor das Forças Armadas claramente empenhado na desmoralização do Congresso e do Judiciário e criando ambiente para que as instituições democráticas sejam golpeadas; o general da reserva Luiz Eduardo Rocha Paiva se manifestou nesse sentido no domingo (19), ao escrever artigo com viés golpista que circulou em grupos de WhatsApp de militares
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