Sempre me tem chamado a atenção o infantilismo religioso da maioria dos governantes, sejam eles presidentes da República e/ou governadores, principalmente. A preocupação em dispor adequadamente e ostentar símbolos religiosos em época de campanha ou quando ocorre uma audiência formal com setores da igreja católica é algo ridículo. Não me refiro tanto ao ‘discurso eleitoreiro’ imbuído de sacralidade da mais vasta pluralidade em épocas de arrecadar votos, - algo obrigatório, - mas do ‘artificialismo cênico’ que é meticulosamente preparado quando um presidente ou um governador recebe bispos e outros altos prelados. Vejo duas mastodônticas contradições. A primeira é que a maioria dos governantes sustenta a autonomia do estado em relação à igreja, ou religião, o que é mais que correto. Entretanto, a segunda do visitante religioso, os governantes fazem questão de dispor de forma bem visível uma bíblia, um crucifixo, uma imagem de um santo, uma foto com um papa, ou dele/a rezando ou recebendo a comunhão de olhos fechados. Sem falar das narrações de quando era coroinha ou quando fez a primeira comunhão. Algo tão artificial que se percebe ter sido predisposto exclusivamente por algum marketeiro, para a circunstância (a visita da autoridade religiosa). No intuito de agradar o ilustre visitante esquece o nosso governante que teria que manter a autonomia e a separação necessária também na esfera simbólica, e evitar expor e banalizar símbolos que para ele, afinal, nada dizem! Uma segunda questão relacionada à primeira é que esse exibicionismo religioso nada mais é do que uma clara expressão da ingenuidade política do governante. Ele acha que os seus interlocutores, autoridades religiosas, seriam tão incautos e ingênuos em acreditarem no profundo espírito religioso que estaria presente na sua alma. Ao exibir na prateleira do gabinete objetos religiosos o governante estaria insinuando aos seus interlocutores religiosos que, afinal, estariam ‘jogando no mesmo time’. Não percebe o governante que, ao contrário, ao agir de tal maneira, está revelando o seu lado cínico e dissimulado, claramente perceptível. Perde assim a moral, e a possibilidade de dialogar de igual para igual, justamente graças às legítimas diferenças de credo existentes entre si. Estaria o governante praticando, de forma ridícula, a idiotização do interlocutor oferecendo-lhe o que ele acha que é do seu (interlocutor) gosto. Governantes, sejam vocês mesmos, pois dessa forma poderemos conversar como adultos sérios!
terça-feira, 14 de julho de 2015
segunda-feira, 13 de julho de 2015
Planeta em risco: não digam que não avisei! Aqui nem oração salva!
Algum tempo atrás, um cientista saiu em sua expedição anual ao oceano ártico na Rússia para conferir os níveis de plumas nocivas de gás metano vindas do oceano. Ele já tinha visto centenas dessas plumas, com cerca de um metro de diâmetro cada, que emitiam gases 50 vezes mais poluentes para nosso clima do que o dióxido de carbono. Desta vez, no entanto, ao analisar a primeira pluma, ele não acreditou no que estava vendo. Era uma pluma com UM QUILÔMETRO de extensão. Uma vasta coluna de gás perfurando nossa atmosfera. Ele continuou sua avaliação e encontrou outra pluma gigante, e outra, e outra. Centenas delas.
É sobre isso que os cientistas têm nos alertado. À medida que o planeta aquece, surgem "pontos críticos" que aceleram o aquecimento descontroladamente. O aquecimento derrete o gelo do mar do Ártico e destrói um grande "espelho" branco, que antes refletia o calor de volta para o espaço. Mas com o derretimento, os oceanos ficam mais quentes, contribuindo para derreter mais gelo, em um efeito dominó. Tudo fica fora do controle. Em 2014, tudo – tempestades, temperaturas – chegou a níveis jamais vistos. Foi o ano mais quente da história. Podemos impedir isso, se agirmos rápido e em conjunto. Diante dessa ameaça de extinção, poderemos criar um futuro inspirador para nossos filhos e netos. Um futuro verde, limpo e em equilíbrio com o planeta que permite a nossa vida. Temos 5 meses até a Cúpula de Paris, o encontro que definirá os esforços coletivos para lutar contra as mudanças climáticas. Parece muito distante, mas não é. Serão 5 meses para colocar nossos líderes nessa Cúpula, apresentar-lhes um projeto, e fazê-los levar o plano adiante. Somos nós contra as empresas de petróleo e o fatalismo. (Equipe Avaaz)
quinta-feira, 9 de julho de 2015
Francesco - Fé revolucionária!
O papa Francisco aproveitou a celebração de sua segunda missa no Equador no parque do Bicentenário – construído sobre o antigo aeroporto de Quito – para unir o velho grito de independência com o da evangelização, que, “com a mesma urgência” a Igreja precisa empreender. Segundo Jorge Mario Bergoglio, os cristãos não podem se fazer de “distraídos” em meio a “um mundo dilacerado pelas guerras e a violência”. Diante de mais de um milhão de pessoas, o papa clamou: “Evangelizar é nossa revolução. Nossa fé sempre é revolucionária. Esse é o nosso mais profundo e constante grito”.
Em palavras que muitos esperavam durante os três dias da visita do pontífice a um país que faz fronteira com a Floresta Amazônica, Francisco disse aos membros da Pontifícia Universidade Católica do Equador que "uma coisa é clara": "Não podemos continuar virando as costas para a nossa realidade, para os nossos irmãos, para a nossa Mãe Terra. Não nos é lícito ignorar o que está acontecendo ao nosso redor, como se determinadas situações não existissem ou não tivessem nada a ver com a nossa realidade"."Cada vez mais, segue com força esta pergunta de Deus a Caim: 'Onde está o teu irmão?'", disse. "Eu pergunto se a nossa resposta continuará sendo: 'Acaso sou o guardião do meu irmão?'" Com essa forte referência à história do Antigo Testamento que relata o assassinato, por parte de Caim, do seu irmão Abel, Francisco parecia estar dizendo com força, nessa terça-feira, que a humanidade está destruindo a Terra, mas não está assumindo a responsabilidade pela destruição.
quarta-feira, 8 de julho de 2015
Índios em São Luís - Nem demônios...nem santos!
Mais um grupo de indígenas em São Luís. Reivindicando. Não há como ser diferente. O evidente estado de displicência em que vivem as comunidades indígenas exige mobilização, por certo. Não há dúvida, contudo, de que o direito de exigir o cumprimento de acordos, direitos e termos de ajuste de condutas valha de ambas as partes. Estado e ‘comunidades indígenas’. Os indígenas que aqui estão se sentem representantes das comunidades indígenas, embora nem sempre elas os vejam como seus representantes. A estratificação social e a complexidade das relações que se dão numa terra indígena não permitem que se tome como homogênea uma realidade que não o é. Pior, acreditar que aldeias que têm lideres próprios deem mandato de representação a outros, de outras aldeias. As indígenas são sociedades ‘poli-cêntricas’, com vários centros de ‘poder e de decisão’! Para quem conhece de dentro e acompanha a questão indígena no estado sabe da complexidade e da delicadeza que o tema educacional exige. Hoje, para algumas supostas lideranças indígenas, em conluio com personagens do governo estadual, descobriram na educação escolar indígenas, - via contratos para transporte escolar, - a mina de ouro para conseguir dinheiro fácil para si e sua família. Anos atrás eram os contratos relacionados à saúde a mina de ouro, mas após as decisões legais tomadas de forma clara, de alguns anos para cá se tornou o transporte escolar, graças às brechas deixadas pelo sistema. Virou uma espécie de obsessão, pois dele depende a possibilidade de acumular mais grana e prestígio por parte de alguns personagens indígenas de algumas regiões do Estado.
O conselho de educação escolar indígena criado no governo José Reinaldo, aos trancos e barrancos, nunca funcionou de forma decente. Já fazem mais de três anos que ninguém se encontra pela única e exclusiva motivação de que o único ponto da pauta de debate era o repasse da grana do transporte escolar. Não existiam outros desafios, nem formação de professores, nem metodologia de ensino e outros. Várias auditorias foram feitas. Vários abusos de ambas as partes foram detectados. Poucas pessoas demitidas, transferidas ou punidas. Tornou-se uma bola de neve. Uma coisa é certa: escola diferenciada, intercultural, bilíngue (e blá, blá, blá....) inexiste, tirando alguns raros e gloriosos casos como as escolas dos Guajajara do Pindaré, de algumas outras da região da Guajajara-Canabrava, e dos Krikati. O estado nesses anos todos tem falhado, e feio, perdeu a moral. Alguns setores indígenas pelo caos instalado viram perder não somente suas fontes de renda, mas também assistem ao desmantelo generalizado e, agora, reclamam. Certamente existem outros setores indígenas que lutam com autenticidade e garra para reerguer a educação escolar, contemplando outras dimensões, mas não são estes que têm vez e voz. Seria preciso investigar ‘as duas partes’. Abrir auditorias para identificar quem tem se locupletado com a grana do transporte, quem recebia ‘mensalinho’, sejam eles indígenas sejam eles personagens de altos escalões do governo. Infelizmente, não temos nem pessoas e nem instituições que tenham força moral para convocar as partes, abrir o jogo e dar o nome a ‘tantos bois’ de engorda. Pague que tem que pagar! Feito isso que sejam isolados definitivamente os aproveitadores e que se comece a dar aula. De honestidade e responsabilidade, em primeiro lugar!’
EDITORIAL de Vias de Fato - República da calúnia: a “mudança” precisa mudar
A questão central aqui é tratar da incapacidade evidente do governo Flávio Dino de ouvir críticas e das ações tomadas por este mesmo governo no sentido de tentar desqualificar, intimidar e agredir os que lhe apontam os erros. Nós estamos, desde sempre, ao lado dos que cobram do poder público e fazem a crítica necessária, pois sem cobrança e sem crítica, quem perde é a sociedade e a democracia; é o conjunto da população que sustenta o Estado. Flávio Dino está se comportando igual a José Sarney e Vitorino Freire no que se refere à desonesta política da calúnia, vivenciada no Maranhão ao longo de décadas. Dos pasquins à internet, seguimos no mesmo padrão. Ao tentar achincalhar, deslegitimar e ofender a reputação dos que lhe criticam, o atual governador revela-se ainda arrogante e autoritário, tal e qual os antigos oligarcas do estado, que viam no Maranhão algo a ser subjugado.O caso ocorrido no final de junho, envolvendo o padre Roberto Perez Cordova e a Pastoral Carcerária é apenas mais um. Em reunião com o governador, no dia 26, onde participaram vários integrantes do governo e da sociedade civil, para tratar da criação do Comitê Estadual de Combate a Tortura, o padre reclamou da situação dos presídios maranhenses. Disse que os agentes do estado estariam agindo de maneira violenta com os apenados, “com uso de spray de pimenta e bala de borracha”.
Cordova tratou de questões que, também em junho, foram relatadas por um grupo de entidades que esteve em Pedrinhas, nos dias 9 e 10. São as mesmas organizações sociais que, em 2014, levaram a situação desta penitenciária maranhense até a Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA; a Sociedade Maranhense dos Direitos Humanos (SMDH), OAB, Justiça Global e Conectas Direitos Humanos. Após a visita ao presídio, membros das quatro entidades fizeram uma reportagem em conjunto, de três páginas, para a revista Carta Capital (01/07/15), intitulada “Quem se importa com Pedrinhas?”, onde eles disseram que “a Constituição e as normas internacionais de direitos humanos continuam peças de ficção por lá”. O relato das entidades revela que a situação continua caótica, dantesca, violenta, com denúncias de tortura e uma falta de assistência generalizada. Pois Flávio Dino não gostou do que disse o padre. A Pastoral Carcerária criticou publicamente a reação do governador e, logo em seguida, começaram, via internet, os violentos ataques a Cordova. Desta vez a repercussão do incidente foi maior por conta da reação de setores da Igreja Católica e porque a tentativa estúpida de desmoralizar o crítico foi iniciada pelo próprio Flávio Dino e não por um assessor. No dia 27 de junho, o governador usou as redes sociais (twitter e facebook) para acusar Cordova de ter “privilégios”, receber “mensalinho” e “benesses” no governo de Roseana. Falou em “chantagem”, disse que o governo atual “não distribui dinheiro público” “para comprar silêncios” e fez a pergunta: “qual a legitimidade da crítica de alguém que recebia dinheiro do Governo anterior e está irritado por que perdeu a benesse?”. No mesmo dia 27, o Governo do Estado divulgou uma nota oficial dizendo que o padre “recebia remuneração indevida”.
A reação veio logo. No dia 28 de junho, o arcebispo metropolitano de São Luís, Dom José Belisário da Silva (junto com a Comissão Arquidiocesana de Justiça e Paz), foi em defesa do padre, desmentindo Flávio Dino. Segundo Belisário, Roberto Perez Cordova realmente prestou serviço no último governo de Roseana. Porém, em nota assinada, o arcebispo disse que tudo foi feito dentro da lei e com o conhecimento da Igreja. Belisário colocou as coisas em outros termos, lamentou pelo “achincalhe”, esclarecendo que a função exercida por Cordova existia, que segue existindo e no atual governo está sendo ocupada por “um representante de outra igreja”. No dia seguinte, a Sociedade Maranhense de Direitos Humanos lançou outra nota dizendo que o padre “foi injustamente atacado em sua honra e dignidade”, repudiando “a prática do achincalhe e desmoralização”, contra aqueles que “divergem da opinião oficial”. No atual governo maranhense, o sucessor do padre Roberto Perez Cordova é o pastor Erasmo Antônio Alves de Sousa, nomeado por Flávio Dino para o cargo de Supervisor de Assistência Religiosa. No governo de Roseana, este pastor também ocupou funções na administração pública. Portanto, soa estranho ver Flávio Dino questionar a legitimidade política de alguém por ter exercido cargo em um governo de Roseana. Ele deveria respeitar um pouco mais seus auxiliares, seus aliados, além do próprio PCdoB, que fez parte de dois sucessivos governos de Roseana, entre os anos de 1995 e 2002.
Na república de José Reinaldo Tavares, Humberto Coutinho, Edivaldo Holanda, Dedé Macedo, Weverton Rocha, Camilo Figueiredo, Rogério Cafeteira, Rubens Pereira, Carlos Brandão, Raimundo Cutrim, Ted Lago, Waldir Maranhão, Othelino Neto, Telma Pinheiro, Neto Evangelista, AB Propaganda, BR Construções, Clara Comunicações, Suzano Papel e Celulose, do bem “nutrido” Conselho de Gestão Estratégica das Políticas Públicas, da soja, do eucalipto, dos madeireiros, da siderurgia, do carnaval da base aliada, do São João dos parlamentares submissos, da violência policial e dos contratos terceirizados, determinadas críticas ao novo governo do Estado são vistas como uma “declaração de guerra”, coisa de inimigo, que deve ser aniquilado junto à opinião pública. Uma situação inaceitável.Vivemos, no Maranhão, submetidos a uma cultura autoritária, onde muitos têm medo do poder. Apesar deste antigo ambiente de intimidação, houve aqueles que, ao longo da história, não silenciaram diante da violência e dos inúmeros abusos de Sarney e Vitorino. Com Flávio Dino não está sendo diferente. A “república da calúnia”, até o momento, não silenciou o Maranhão.
A “mudança” precisa rever os seus conceitos. Diante da política do achincalhe – prorrogada no primeiro semestre de 2015 – está claro que a “mudança” precisa mudar. - *Editorial e capa da edição nº 59 do Jornal Vias de Fato (julho de 215)
sábado, 4 de julho de 2015
14º Domingo Comum - Acreditar nos humildes servidores de casa, e não nos prepotentes messias (Mc. 6, 1-6)
Os sentimentos humanos, frequentemente, são algo indecifrável. Incompreensíveis. Eles não obedecem à razão. Aparecem sem que os desejamos e os programamos. É o puro sentir! Muitas vezes resistimos, pois não gostaríamos de sentir o que brota do nosso interior. Mesmo assim eles afloram, e irrompem no nosso ser de forma descontrolada. São sentimentos de afeto e de ternura, mas também de ódio e de raiva. De compaixão e amor, mas também de indiferença e de desamor. São sentimentos de perdão e compreensão, mas também de rancor e de inveja. Não é fácil controlá-los e canalizá-los para algo positivo. Todo humano faz a experiência disso, embora nem todo humano se deixe dominar pela tempestade de sentimentos que emergem dentro dele. Os moradores de Nazaré são um exemplo paradigmático. Marcos descreve o fato de forma enxuta, sem embelezar e decorar o texto. Deixa claro que Jesus ao voltar a Nazaré, após a sua experiência luminosa do rio Jordão, encontra por parte de seus patrícios, uma forte desconfiança que se transforma logo em rejeição. Jesus parece ter voltado mais consciente, mais brilhante, mais ousado. Quase irreconhecível aos olhos deles. Provavelmente, Jesus para eles, antes do batismo no Jordão, era um mero participante do culto, como qualquer um. Um freguês tranqüilo, mas longe de ser um pregador e profeta cheio de luz que ocupa o lugar dos ‘mestres’.
No coração da população local aparecem os mais turvos sentimentos que cegam a razão e tornam as pessoas agressivas com desejo de anular o outro. Eles se perguntam se Jesus, afinal, é igual a eles, e por eles conhecido, por que ele fala, agora, com tanta propriedade? No fundo se perguntam por que eles não conseguem fazer o mesmo. A inveja se transforma em intolerância. Em lugar de se alegrarem porque uma pessoa conhecida voltou mais sábia, mais firme e mais consciente em sua fé, eles o vêem como um usurpador. Como se estivesse que ocupar sempre o seu lugar e nunca mudar. Começam a debochar dele e a desafiá-lo. Afinal, ‘tem que se catar’ e ocupar o lugar de sempre. A situação de sempre. Eles não aceitam que Jesus se sobressaia, que mude de vida e perspectiva! Assim agimos nós no nosso cotidiano, inclusive na nossa casa e na nossa comunidade. Aceitamos como verdade absoluta a versão fajuta que vem dos de fora, e acusamos de impostor o que celebra e reza conosco. Preferimos celebrar o sucesso de alguém desconhecido a nos alegrar porque um nosso irmão ou irmã conseguiu vencer na vida, e hoje é uma pessoa nova, segura de si, e livre. Convertida. Preferimos os messias prepotentes e arrogantes que não conhecemos aos messias humildes e anônimos que temos dentro de casa. Preferimos a mentira que divide e machuca dos de fora a ter que acolher a verdade que constrói dos de casa. É mesmo verdade: ninguém é profeta em sua casa, principalmente entre os seus, mas a mudança de coração é possível. Nós queremos acreditar nisso!
quarta-feira, 1 de julho de 2015
Pedrinhas - Ontem o spray de pimenta correu solto....e abundante!
Variações sobre o mesmo tema! Ontem, dia 30, o spray de pimenta correu solto e abundante em Pedrinhas. Ao conferir os presos, - ver se todos estão presentes, - no pátio, a polícia usou seus próprios métodos. Os presos recalcitrantes, os que não queriam sair das celas, ou se atrasavam fazendo corpo mole, foram todos ‘temperados’ imediata e abundantemente com spray de pimenta. Coincidentemente, nessa hora (11,30 da manhã) 4 representantes da Pastoral Carcerária estavam presentes para fazer a suas sistemáticas visitas aos presos e flagraram o arcaico método. Presenciaram a macabra cena e saborearam contra vontade o quanto queima a pimenta nos próprios olhos e na garganta. Interpelado, o diretor lamentou o ocorrido, pois segundo ele aquela não seria a sua metodologia. Tem tudo para ser verdade. Se assim for, pergunta-se, então, qual é poder que um diretor tem sobre os detentos e a metodologia a ser adotada? Ou, por acaso, existem setores da segurança interna que têm plena autonomia para soltar spray de pimenta toda vez que achar conveniente? Com ou sem o consentimento do diretor?
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