O
verdadeiro dilema e desafio na vida é descobrir uma vez por todas o ‘verdadeiro
tesouro’ que dá sentido e que proporciona a alegria de viver. De fato, parece
que ao longo da nossa trajetória humana, à procura de felicidade, nos
equivocamos frequentemente nas nossas escolhas. Afinal, a felicidade jamais
pode ser o objetivo último; ela é, isso sim, o ‘salário-tesouro’ que ganhamos
ao vivermos plenamente aqueles valores com os quais nos identificamos. Jesus
deixa claro que ao descobrirmos o verdadeiro sentido da nossa vida temos que
ser radicais em subordinar tudo a ele. Lembra-nos que não pode haver nenhuma
tentativa de conciliação entre o que nos preenche de verdade com o que as nossas
ambições desviantes, muitas vezes, almejam. Se descobrimos, por exemplo, que
nos sentimos bem em nos doar, em servir, em acolher, em sermos honestos, em
estar próximos das pessoas, - mesmo experimentando carências e incompreensões,
- é imperativo renunciar, radicalmente, ao desejo de querer acumular,
mandar, manipular, e se preocupar só consigo mesmo. É preciso, portanto, fazer
um discernimento-separação como um bom pescador faz após uma pescaria, e escolher o que vive e dá
vida-felicidade, e não o que representa podridão, morte e vazio interior.
quinta-feira, 23 de julho de 2026
17ª domingo comum - É preciso investir tudo no que dá sentido à vida!
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