quinta-feira, 23 de julho de 2026

COMUNIDADES CATÓLICAS DE AÇAILÂNDIA NO DIA 26 DE JULHO CELEBRAM MAIS UMA 'FESTA DA COLHEITA'

 

FESTA DA COLHEITA 2026 – MORADIA E POLÍTICAS PÚBLICAS

Não existe colheita se não há frutos! Como celebrar a Festa da Colheita se há escassez de frutos porque não houve verdadeira semeadura, ou por ela ter sido inadequada?

Muitos de nós que vêm se engajando e participando da tradicional Festa da Colheita que, há mais de 10 anos a igreja católica da região pastoral de Açailândia vem promovendo, gostariam de saborear alguns frutos das Políticas Públicas que são implementadas no nosso território. Infelizmente, estamos submetidos a uma espécie de jejum forçado. Constatamos uma grave escassez de frutos maduros quanto ao reconhecimento concreto dos nossos direitos à habitação, à educação, à saúde, às infraestruturas, ao ambiente, à assistência para quem produz e trabalha na terra.

O tema da Festa da Colheita – Moradia e Políticas Públicas, - deste ano se transforma num grito de alerta para que os gestores públicos do nosso município despertem, e cuidem conosco do imenso solo que somos nós, cidadãos e cidadãs de Açailândia!

Em primeiro lugar a moradia, - que é o tema central da Campanha da Fraternidade deste ano, - entendida como espaço não somente físico, mas como lugar humanizador de direitos.

Moradia como ‘manjedoura acolhedora’, onde nos sentimos aliados uns dos outros, protegidos e amados. Onde deveríamos experimentar respeito e paz, segurança afetiva e alimentar, moral e ambiental, para nós e para os nossos filhos.

Lamentavelmente, constatamos que a maioria absoluta das nossas moradias carece ainda de saneamento básico, de água potável, de calçamento adequado, e iluminação pública suficiente, entre outros, no entanto os valores das taxas públicas que temos que pagar, mensalmente, chegam a ser escorchantes. Muitas das nossas famílias ainda não possuem casa própria, vivem precariamente, sem documentação, e de aluguel, cujos valores aumentam a cada dia.

Em segundo lugar, o prato das Políticas Públicas que nos é servido pela administração municipal e estadual comprova que faltam aquelas ‘primícias essenciais’ que ardentemente almejamos, e que desde há muito tempo nos foram prometidas.

Muitas famílias gostariam de colher e de se fartar dos frutos maduros de um sistema educacional abrangente e de qualidade; de um acompanhamento atencioso à saúde preventiva, - principalmente para os mais fragilizados, - e no atendimento médico-hospitalar digno; de uma implementação urgente e definitiva de um sistema de saneamento básico para todos e, enfim, de mecanismos efetivos para combater e evitar a poluição que vem destruindo vidas.

Que nesta Festa da Colheita nos sintamos autênticos semeadores, dedicados, e conscientes de que temos muitas sementes boas para plantar no nosso território. Que ninguém desperdice essas sementes e que ninguém se canse de preparar adequadamente o ‘solo humano-espiritual’ de cada cidadão e cidadã para que germine e floresça, abundantemente, a justiça, a paz, e o BEM-VIVER!

 

 

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