Às vezes, é até conveniente reafirmar dogmas e declarações
doutrinárias. Difícil é compreender e acolher as suas implicações pastorais e
existenciais. O mero reconhecimento formal de que Jesus é o ‘enviado, o ungido,
o salvador’ não assegura, por si só, a plena e pessoal identificação com a missão
de Jesus, ‘filho do homem’! O trecho evangélico de hoje não tem como objetivo apresentar
o resultado de uma enquete sobre Jesus, mas obriga todo discípulo a se
posicionar sobre qual Jesus ele quer seguir. É preciso decidir se seguir o
Jesus, ‘filho do homem’, solidário e compassivo, mas rejeitado, perseguido e martirizado,
ou o Jesus que, frequentemente, nós recriamos à nossa imagem e conveniência: o
Jesus poderoso, glorioso e triunfante. O ‘ungido-enviado’ que Pedro esperava e
desejava era exatamente esse ‘messias’ que com poder e glória eliminaria os
inimigos, e reinaria soberano com os seus escolhidos. O discípulo Pedro, tal como
nós, se esquece que o próprio Jesus já havia se apresentado como ‘filho do
homem’. Ou seja, um ‘Humano’ que se incorpora discretamente a nós humanos com a
sua plena humanidade, frágil e generosa, humilde e solidária. É nessas atitudes
humanas que Jesus se revela profundamente Divino! É acolhendo isso que
descobrimos que nós somos só PEDRAS, e que Jesus é a verdadeira ROCHA! E é
somente sobre essa ROCHA que podemos construir algo impensável e inédito!
quinta-feira, 20 de agosto de 2026
XXI domingo comum - NÓS SOMOS SOMENTE PEDRAS, E JESUS FILHO DO HOMEM É A VERDADEIRA ROCHA!
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