Seria
interessante analisar o perfil daqueles cristãos que ainda hoje, como os
fariseus de ontem, se indignam com a mensagem central da famosa parábola dos
trabalhadores contratados em diferentes horários e ganhando o mesmo e idêntico
salário. Eles manifestam uma obtusidade que só se explica pelo fato de discordarem
frontalmente do modo ‘excessivamente’ generoso de proceder do próprio Pai. Imbuídos
de arrogância e inveja esses supostos discípulos não toleram que os recém-convertidos
à Boa Nova de Jesus possam usufruir, da mesma forma, a atenção, o carinho e a acolhida
do próprio Mestre. Eles manifestam, afinal, uma consciência distorcida impregnada
de ressentimento que os leva a se acharem, arrogantemente, mais dignos de amor e
de atenção do que aqueles pecadores públicos ‘desprezíveis’ que só tardiamente
acolheram o convite de Jesus. Essas atitudes revelam como deveria ser o verdadeiro
caráter de um discípulo. O discípulo deveria assumir e reproduzir as mesmas atitudes
do Pai que trata de forma ‘inexplicavelmente’ generosa os filhos-trabalhadores
da ‘última hora’, sem jamais deixar de amar e assistir os filhos-discípulos da ‘primeira
hora’! Por que, então, sentir ciúme ou inveja se o Pai quer oferecer também a
outros o mesmo salário preenchido de amor e compaixão? Ou, por acaso, os discípulos
da primeira hora acham que são os únicos merecedores de prêmios e
reconhecimentos por ter feito o que deviam e se sentiam de fazer? Por acaso, o salário
da paz interior e da presença amorosa do Pai não é suficiente???!!!!!!
quinta-feira, 17 de setembro de 2026
XXV domingo comum - QUEM SE SENTE AMADO NÃO FICA COM CIÚMES SE OUTROS TAMBÉM SÃO AMADOS, SEJA QUEM FOR!
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