quinta-feira, 16 de abril de 2026

III domingo de Páscoa - É na reprodução das opções de Jesus que descobrimos o pão que sacia os decepcionados!

Desilusões e decepções fazem parte da vida. Às vezes elas nos parecem uma vingança da vida por termos acreditado, idealizado e sonhado demais! Parece que os discípulos de Emaús tenham feito uma experiencia similar! Jesus havia sinalizado algo inédito nas relações sociais de seus contemporâneos. Talvez eles esperassem uma possível ruptura com o passado e com o presente daquela nação. A morte humilhante do líder Jesus parece haver trazido todos os sonhos de mudança à crua realidade. Os discípulos imaginavam que ao se afastarem de Jerusalém iriam esquecer, também, seus sentimentos de decepção. Contudo, na medida em que os dois discípulos se afastam de Jerusalém, adquirem mais lucidez para entender o que lhes havia acontecido. Já não é um exercício de mera recordação, mas um processo de conversão-revelação. Um ressignificar e um reviver de forma intensa, sacramental, gestos, palavras, relações de afeto e de compaixão vivenciados com o crucificado Jesus. Compreendem que, agora, é este o pão que deveria ser partilhado e doado. É reproduzindo as opções e gestos de Jesus que se alimentam esperanças! Não precisava mais se afastar de Jerusalém, mas encarar o lugar da morte-decepção com outros olhos. Descobrir que no lugar da humilhação poderia surgir esperança renovada e vida em abunddância. Só nesses momentos reveladores que ‘os muitos’ discípulos/as decepcionados descobrem que o ‘peregrino’ Jesus sempre havia estado com eles ao longo do seu caminhar. Que Ele nunca havia se afastado deles!



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