sexta-feira, 24 de abril de 2026

IV domingo de Páscoa - Um pastor se não for bom, não é pastor, é mercenário e manipulador!

Um pastor, mesmo imperfeito, ou é bom no exercício da sua profissão, ou deve ser chamado com outro nome: mercenário, vendido, infiltrado. Não existem ‘maus pastores’, mas ‘aproveitadores, irresponsáveis e manipuladores’ que desvirtuam grotescamente a sua profissão e se tornam indignos de tal nome. Jesus, na versão de João, oferece algumas características para diferenciar um pastor de um mercenário que, aparentemente, exerce a mesma profissão. É próprio de um pastor conhecer as manhas e manias de suas ovelhas; conhecer o seu nome, sua índole, suas qualidades, potencialidades e defeitos; entrar em simbiose com suas ovelhas de forma que elas saibam diferenciar o timbre de sua voz, o seu cheiro, o seu jeito de se aproximar e de cuidar. As ovelhas podem divergir do pastor e ensaiar invadir outras pastagens, mas acabam confiando no pastor e escutando a sua voz porque ele lhes dá provas concretas de que as sabe proteger e cuidar. É próprio de um mercenário infiltrado e disfarçado de pastor utilizar as ovelhas para seus projetos e interesses pessoais. Ele ordena e manda nelas, não conduz e nem educa. Ele pune a rebelde, ameaça e chantageia as demais. Afinal, ele não sente as ovelhas como uma extensão de si mesmo. São mercadoria a ser exploradas e instrumentalizadas. As ovelhas percebem o seu duplo jogo, sórdido e manipulador, cheio de subterfúgios e espertezas. Seu desprezo e seu jeito impessoal. Acabam se dispersando, brigando e disputando entre si. Talvez tenha chegado a hora de as ovelhas se livrarem dos lobos intocáveis que, disfarçadamente, estão no meio delas, que pulam a cerca, mas não entram pela porteira! 


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