segunda-feira, 12 de julho de 2010

Lançamento do filme 'Não VALE!' em São Luis


Terça feira dia 13 de julho, às 17,00 h. haverá o lançamento do filme 'Não VALE'! Acontecerá na sala de projeções da sede do Sindicato dos Ferroviários STEFEM, Rua Cândido Ribeiro 324, Centro. Entrada é livre.

O filme de autoria do diretor italiano Silvestre Montanaro é uma produção da Campanha Justiça nos Trilhos que conta entre outras entidades, com a participação da Província dos Missionarios Combonianos do Brasil Nordeste. No filme de 75 minutos, o diretor italiano procura identificar e ilustrar com depoimentos e imagens densas de dramacidade e comoção os principais impactos cusados pelo 'trem' da Vale. Ou seja, o trem da acumulação doentia, da exploração humana e ambiental sem escrúpulos da gigante brasileira e mundial da mineração, a VALE.

Diante da perspectiva imediata da duplicação da ferrovia do Carajás, o filme se torna extremamente atual para compreender o atual modelo de 'desenvolvimento predatório' que está a vigorar nesse Estado e lá onde a VALE atua.

sábado, 10 de julho de 2010

Igreja samaritana: ajudar o caído e abatido a se levantar, para que volte a viver! (Lc. 10, 25-37)


No nosso cotidiano somos permanentemente bombardeados por informações e propaganda de toda espécie. Temos dificuldade de filtrar e compreender o sentido de tudo o que vemos e ouvimos. Uma coisa, porém, que salta aos nossos olhos é a tentativa da mídia em geral em determinar às nossas consciências o que temos que valorizar e o que devemos rejeitar. O que deve ser objeto da nossa compaixão e misericórdia e o que devemos condenar. Sem nos aperceber, de forma acrítica, incorporamos atitudes excludentes e formas de julgamento ético-moral que em nada tem a ver com a prática compassiva de Jesus de Nazaré!


O doutor da lei de que nos fala Lucas, provocou Jesus com o claro intuito de verificar se Jesus reproduziria como todos os seus co-nacionais o que a moral nacional e a lei oficial haviam consagrado, ou seja, amar Deus acima de tudo, e amar o seu ‘próximo’ como a si mesmo. Caso Jesus não repetisse integralmente o mandamento maior ficaria desmoralizado como rabi perante todos. Ao mesmo tempo, provaria que Jesus não se diferenciaria em nada daquilo que todos já sabiam e aderiam. O desejo irrefreável do doutor da lei em encontrar formas de se distanciar de Jesus e da sua prática - considerada indiretamente ‘contra a lei oficial’ - o leva a fazer a pergunta central: ’Quem é o meu próximo’? (v.29) A resposta/parábola a essa pergunta por parte de Jesus se constitui num verdadeiro divisor de águas entre a sua prática evangelizadora e a sua concepção de Deus, e a que os doutores da lei e os fariseus haviam adotado formal e nacionalmente.


Jesus deixa claro que amar o ‘próximo’ não pode ser um preceito abstrato, uma mera obrigação cultual, relegada ao moralismo religioso que vigorava no templo, mas que devia ser algo concreto e transformador das relações humanas. Ou seja, é imprescindível compreender que ‘ser próximo’ de alguém significa saber ‘ir ao encontro/aproximar-se’ dele, sentir compaixão e ternura precisamente quando o outro não pertence à sua mesma nação/religião, e quando está na pior, caído, ferido, desesperado e desassistido.


Jesus, dessa forma, reafirma que ‘o ser próximo de alguém’ não é um preceito/valor exclusivo de uma casta religiosa, de sacerdotes e de doutores, ou de uma nação ou de uma determinada classe social. Ao contrário, para Jesus, foi um samaritano, estrangeiro e herege, que não freqüentava o templo de Jerusalém e não conhecia seus preceitos que paradoxalmente soube ‘ser próximo’ de um seu inimigo religioso ao socorrê-lo na sua desgraça! O samaritano não conhecia o preceito, mas o viveu em plenitude, concretamente. Com isso Jesus re-inventa o ‘próximo’. Se para os hebreus o ’próximo’ é aquele que está perto, que pertence à sua mesma nação e família, - e com ele se estabelecem relações de solidariedade e de recíproca proteção, - para Jesus o ‘próximo’ é a pessoa que se coloca a serviço do abatido e caído, o ajuda a ‘levantar-se’ para ser uma pessoa nova, restabelecida.


Jesus nos ensina a irmos além dos critérios de solidariedade familiar, nacional ou grupal, pois o que realmente conta é a nossa capacidade de sentir indignação para com todas as vítimas da violência, da indiferença humana, da hipocrisia religiosa, do abandono, independentemente de quem quer que seja. É isso que nos permite re-construir a grande família comum para além dos limites geográficos, das opções políticas, religiosas e sexuais. O ‘missionário’ Jesus de Nazaré continua a nos repetir: ’Se vocês amam somente os que vos amam, que mérito vocês têm? Em que vocês se diferenciam dos ‘pagãos’....doutores da lei, levitas e homens do templo.....?’

quinta-feira, 8 de julho de 2010

'Eles' estão a ganhar! Flexibilizado o Código Florestal.


Deputados aprovaram ontem, dia 7 de julho, por 13 a 5, relatório que regulariza propriedades rurais sem Reserva Legal, sob aplausos de fazendeiros e vaias de movimentos sociais ligados ao campo. Estão em jogo, dois modelos de produção agrícola para o país.


Em junho, o deputado federal Aldo Rebelo (PcdoB/SP), relator da comissão especial criada para analisar os projetos de lei que alteram o Código Florestal, apresentou um relatório que flexibiliza as normas já existentes, como reivindicava a chamada bancada ruralista no Congresso.Pela nova redação, não haverá mais a obrigatoriedade de se preservar 30 metros de vegetação na beira dos rios (matas ciliares), mas apenas 15 metros, em se tratando de cursos d'agua que tenham de cinco a dez metros. Além disso, propriedades com até quatro módulos fiscais - o que na Amazônia, por exemplo, equivale a 400 campos de futebol - que já tenham desmatado áreas de Reserva Legal, não serão mais consideradas ilegais e nem precisarão replantá-las. Pelo novo Código, os topos dos morros também deixam de ser consideradas Áreas de Preservação Permanente (APP) e podem ser desmatados. São justamente estas áreas que recarregam os lençóis freáticos. O código define a observância das APPs, de Reserva Legal e vários outros dispositivos que visam coibir a exploração desenfreada da natureza.


Além disso, o projeto aprovado anistia os proprietários de terras que desmataram ilegalmente até o ano de 2008. O texto aprovado choca-se também com o conceito até hoje vigente de função social da propriedade. Com o código, uma fazenda não pode mais ser desapropriada por não cumprir a função social no quesito da preservação ambiental.Outro aspecto polêmico aprovado no novo texto se refere à possibilidade de compensação da área desmatada. O fazendeiro que desmatou poderá, pelo novo código, comprar um trecho de mata equivalente àquele em outro local, mesmo em outro estado, desde que seja dentro do mesmo bioma.


O Código Florestal só pode ser discutido se for entendido no contexto de toda a discussão da questão agrária. Este debate interessa a toda a sociedade e não poderia ter sido aprovado dessa maneira, com um relatório que foi modificado na madrugada, nas vésperas da votação e durante uma Copa do mundo de futebol.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Mário David, um jovem quase padre!

Mário David seria padre dentro de alguns meses. Um padre como muitos cristãos sonham ter: terno, atencioso, sensível, sério, responsável, inteligente. Como Dom Belisário disse na sua breve e emocionada reflexão na missa de corpo presente Mário representava uma ‘esperança’ para essa igreja. Ele se foi, mas espera-se que a sua morte não seja em vão. Que a curta, mas luminosa passagem de Mário David sirva de incentivo e motivação para padres, leigos e cidadãos construirem novas relações humanas, alicerçadas no respeito, no diálogo e na caridade.

Mário David 31 anos, estudante de teologia da arquidiocese de São Luís foi enterrado há poucas horas atrás. Os dois assassinos que o mataram e lhe roubaram o carro em que ele se encontrava em companhia da avó, ontem à noite, às 20,30, nas proximidades de São Pantaleão, irão fazer parte de uma longa lista de homicidas que nunca serão presos. E, se porventura forem presos, ficarão alguns anos nas masmorras de Pedrinhas esperando algum indulto ou benefício que a legislação prevê, para estarem novamente nas ruas a cometerem outros crimes.

Uma espiral essa que no Brasil ‘potência mundial’ parece algo inverídico. Isto prova que os altos índices de desenvolvimento econômico não produzem automaticamente uma melhora nos índices sócio-culturais. Estes parecem piorar a cada dia. Instalou-se definitivamente na nossa sociedade brasileira a contra-cultura da violência total. Não há polícia que controle, nem patrulha do bairro que reprima.

Mário David pode ter sido morto por outros dois jovens da sua mesma idade. Afinal, é nessa faixa etária de 20 a 30 anos que mais se mata e se morre nesse 'jovem país'! Não é mais suficiente afirmar que algo deve ser feito. É imprescindível especificar e 'focar' ...esse algo!

domingo, 4 de julho de 2010

Para o papado voltar a Pedro

Hoje, para o papa voltar a ser um servidor digno de confiança para a igreja e para o mundo deveria renunciar imediatamente ao Estado do Vaticano e a ser o seu chefe/presidente/monarca. Ao mesmo tempo, deveria aceitar ser eleito democraticamente, embora pela forma representativa, aceitando que as diferentes conferências episcopais se coordenem e se estruturem a segunda das exigências e das suas especificidades locais e culturais. As igrejas locais, irão decidir se é oportuno, por exemplo, permitir o sacerdócio às mulheres, manter o celibato, formar padres em seminários, introduzir novos ministérios, etc. O papa, livre da centralização burocrático-administrativa vaticana e de chefe de Estado dedicar-se-á a ‘confirmar’ os cristãos na fé no ‘único’ Jesus Cristo que se fez servidor dos servidores.

O papa, hoje em dia, pelas suas funções de ‘príncipe da igreja e de sucessor de Pedro’ é de um lado o coordenador máximo das políticas internas eclesiásticas e o principal promotor absoluto de eventuais mudanças e decisões e, do outro lado, é também o ‘chefe do Estado do Vaticano’ em que ele tem a função de chefe político que se relaciona diplomática e politicamente com outros estados e outras forças sociais e administrativas que mantêm vínculos com o Vaticano. Uma clara duplicidade de papéis inconciliável e profundamente contraditória.

O primeiro é um papel carismático, o outro é político-administrativo. Um é fruto da tradição apostólica, o outro é fruto de conveniências políticas ‘recentes’. Um é voltado para dentro, de pastor e guia espiritual, o outro voltado para fora, para políticas de estado, de chefe, de monarca. Um é compatível com a prática do inspirador máximo, Jesus Cristo, o outro totalmente obsoleto e dispensável, nocivo à sua missão de profeta e pastor.

Sobre essas e outras mudanças estruturais é que se deverá ‘edificar’ a nova igreja de Cristo! Assim é que não dá mais!

sábado, 3 de julho de 2010

Simão Pedro, filho de Jonas, aquele que acolheu Jesus o banido de Nazaré!



Ouvindo, porém, Jesus que João fora preso, retirou-se para a Galiléia; e deixando Nazaré, foi morar em Cafarnaum, situada à beira do lago, nos confins de Zebulom e Naftali."(S. Mateus 4:12-13)


O sítio da antiga aldeia de pescadores Cafarnaum (em hebraico Kfar Nachum, a Aldeia de Naum) situa-se na costa noroeste do Lago Kineret (o Mar da Galiléia), 2,5 km a nordeste de Tagba e a uns 15 km ao norte de Tiberíades. O vilarejo é mencionado pela primeira vez no Novo Testamento, onde figura de forma proeminente nas narrativas do Evangelho, como o lugar onde Jesus viveu durante grande parte de seu ministério na Galiléia. Foi aqui, segundo o Novo Testamento, que ele "curou muitos que estavam doentes", e também "expeliu os espíritos" dos endemoninhados.Vários dos Apóstolos - Simão (chamado Pedro) e seu irmão André; Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João - viviam na aldeia, além de Mateus (Levi, filho de Alfeu), que era coletor de impostos no local.


Há evidência arqueológica de que a aldeia foi estabelecida no início da Dinastia dos Hasmoneus (as moedas mais antigas encontradas no local datam do século II a.E.C.). O vilarejo, próximo à fronteira da província da Galiléia, situava-se num caminho transversal da rota comercial Via Maris. Na época narrada no Evangelho, havia em Cafarnaum um posto alfandegário e uma pequena guarnição romana comandada por um centurião. A aldeia não participou das duas principais revoltas dos judeus contra Roma, e os escritos judaicos do período identificam Kfar Nachum como uma das quatro localidades que incluíam minim (em hebraico, sectários) entre seus habitantes. Isto pode ser uma referência a um dos pequenos grupos de judeus-cristãos, que foram excluídos, no final do século I, da participação nos serviços da sinagoga, quando a inclusão da "Bênção referente aos minim" foi acrescentada às "Dezoito Bênçãos" da prece diária.


O sítio foi "redescoberto" em 1838 pelo geógrafo bíblico americano Dr. Edward Robinson. Em 1866, o Capitão Charles W. Wilson, explorador britânico, identificou as ruínas da sinagoga e, em 1894, a Custódia Franciscana da Terra Santa comprou uma parte do antigo sítio. As principais escavações franciscanas realizaram-se entre 1968 e 1984, e as escavações do sítio vizinho, greco-ortodoxo, entre 1978 e 1982. Hoje, a maioria dos arqueólogos acredita que a casa de Simão Pedro tem tudo para ser a 'verdadeira casa' de Simão Pedro.


A casa de Simão Pedro


"E, saindo eles da sinagoga, foram, com Tiago e João, diretamente para a casa de Simão e André." (S. Marcos 1:29)


Pesquisas arqueológicas realizadas pelo Studium Biblicum Franciscanum (de Jerusalém), no início do século XX, durante 70 anos, revelaram uma estrutura eclesiástica octogonal, do século V, construída em torno de uma residência mais antiga de um cômodo, que data do século I d.C.. O santuário central octogonal, que circunda uma estrutura de basalto, de paredes construídas sem argamassa, era cercado por um ambulatório semelhante ao da Rotunda do Santo Sepulcro em Jerusalém, e ao santuário islâmico construído posteriormente no Haram es-Sharif (o Monte do Templo).


A sala que se encontra dentro do santuário central octogonal parece ter sido parte de uma insula (um conjunto de pequenas salas residenciais de um só pavimento e pátios) que, lá pelo final do século I era de utilização pública, possivelmente como domus ecclesia, isto é, uma casa particular usada como igreja. Nas paredes rebocadas da sala-relicário havia grafites em aramaico, grego, siríaco e latim, contendo as palavras "Jesus", "Senhor", "Cristo" e "Pedro".


Presume-se que a sala-relicário seja a "Casa de Simão, chamado Pedro", à qual se refere a peregrina espanhola, Doña Egéria, que visitou o vilarejo aproximadamente em 381-384, durante sua peregrinação à Terra Santa. Ela descreve com alguns detalhes como a casa do "príncipe dos apóstolos" fora transformada em igreja, com as paredes originais ainda de pé.



sexta-feira, 2 de julho de 2010

Seleção brasileiral está fora! OBrasil continua vivo!

Haverá quem diga que foi a falta de ousadia do Dunga ou, talvez, a falta de equilíbrio emocional após o primeiro gol sofrido, ou o destempero de ‘Chuck Norris’ Felipe Melo expulso por agressão no momento mais crítico, ou, enfim, por causa do próprio módulo da Copa do Mundo que seria mais um torneio que um campeonato. É um fato que o Brasil está fora! Eliminado por um time nada irresistível e que, inclusive, sofreu enormemente a iniciativa brasileira no primeiro tempo. É um fato que o Brasil ao enfrentar o primeiro time com um certo potencial técnico na sua marcha africana, caiu fragorosamente. Muito mais pelos seus erros que pelos acertos dos adversários.

Certamente é um duro golpe para o nacionalismo do Galvão Bueno e da Globo, e para tantos analistas e comentaristas que viviam a alimentar fáceis sonhos do ‘já ganhou’! Com essa derrota o Brasil-sociedade deverá voltar ao normal. Dar um fim no blecaute social e administrativo que sofria durante o tempo reservado para a exibição dos jogos da seleção. Compreender que a anestesia temporária sumiu e que os grandes desafios permanecem os mesmos a exigir enfrentamento, realismo e lucidez.

Haverá amplos setores dessa nação que a partir de agora mergulharão numa outra maratona, a político-eleitoral que tentará provocar mais um blecaute de no mínimo três meses. Muitos ‘Dungas’ e ‘muitos Filipes Melos’ subirão os palanques sem gramado para exibir jogos político-eleitoreiros sem esquemas e sem táticas, mas com o único intuito de ganhar, seja lá como for.

A nós torcedores-espectadores a obrigação moral de ‘apitar o jogo’ e sermos duros com os Filipes Melos truculentos, agressivos e com pouca massa cinzenta!