segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Eleições - 22 milhões até agora! É só o começo

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou na noite desta quarta-feira (06) o primeiro balanço da prestação de contas dos partidos políticos e candidatos às eleições de outubro. De acordo com o levantamento, oito candidatos à Presidência da República arrecadaram R$ 22 milhões em doações de empresas privadas. O total de despesas foi R$ 11,9 milhões. Segundo a prestação de contas, quem mais arrecadou foi a presidenta Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, com R$ 9,6 milhões; seguida por Aécio Neves (PSDB), R$ 8,1 milhões; e Eduardo Campos (PSB), R$ 4,07 milhões. (ANSA)

domingo, 10 de agosto de 2014

Francesco - 'Não se faz guerra em nome de Deus!'

Após a celebração do Angelus deste domingo (10) na praça São Pedro, no Vaticano, o papa Francisco voltou a pedir o fim da violência e das perseguições contra cristãos no Iraque por parte do grupo jihadista Estado Islâmico (também conhecido como Isis). "Não se leva o ódio em nome de Deus, não se faz a guerra em nome de Deus", exclamou o Pontífice, acrescentando que milhares de pessoas, incluindo católicos, estão sendo expulsas de suas casas no país. Segundo Jorge Bergoglio, as notícias que chegam de lá causam incredulidade e consternação. "Milhares de pessoas desalojadas de maneira brutal, crianças mortas de sede e fome durante a fuga, mulheres sequestradas, pessoas massacradas, violências de todos os tipos, destruição de casas, de patrimônios religiosos. Tudo isso ofende gravemente Deus e a humanidade", afirmou. O Papa ainda disse esperar que uma eficaz solução política possa interromper os confrontos no Iraque. Francisco também aproveitou a ocasião para pedir orações pelas vítimas do vírus Ebola e pelos que lutam para combatê-lo, e para lembrar o conflito na Faixa de Gaza. "Após uma trégua, voltou a guerra, que só faz piorar o conflito entre israelenses e palestinos. Os convido a rezarmos juntos pela paz", declarou o Pontífice. (ANSA)

sábado, 9 de agosto de 2014

'Segura nas mãos dos irmãos e vai!" (Mt. 14, 23-33)

“Se as águas do mar da vida quiserem de afogar segura na mão de Deus e vai....”. Assim cantamos nas nossas celebrações. O problema é ver e sentir que a ‘mão de Deus’ está estendida para nós quando o vento e a tempestade da vida estão, de fato, querendo nos derrubar. Sabemos que a ‘mão de Deus’ não aparece diretamente. Contudo, ela se serve das inúmeras mãos de tantos filhos e filhas de Deus que são sensíveis e atentos a outros que estão afogando na dor, na angústia, na doença, na depressão. A nossa canção litúrgica nos introduz de forma significativa ao evangelho que esse domingo nos propõe. O cenário descrito é magnífico. O barco que leva Jesus e seus discípulos para a outra margem do lago é fortemente balançado pela violência dos ventos e das ondas. Jesus, como bom educador que é, percebe que aquela turbulência remete ao cotidiano dele e dos seus discípulos. O mar, afinal, para a bíblia, é um lugar teológico, antes que geográfico. É o lugar onde o discípulo é chamado a enfrentar a violência descontrolada do mal e das contradições da vida. 
Aquele vento e aquelas ondas remetem aos inúmeros desafios encontrados cotidianamente no serviço aos pobres e aos doentes. Remetem ao enfrentamento duro com aqueles que boicotam o Reino da justiça e da compaixão. Remetem, enfim, à decepção e à desilusão de tantos ‘pequenos’ que pareciam esperar em vão. Jesus percebe que muitas pessoas, inclusive os seus, diante de tudo isso se sentem afogar, deixam de viver e querem desistir. Podem querer abandonar, na outra margem, um barco que parece incapaz de fazer frente aos problemas que surgem nos desafios da evangelização. O sinal que Jesus oferece para ressegurar os discípulos nas tempestades da vida não é um ‘milagre de ilusionismo’, mas simplesmente dá a sua palavra de que ele definitivamente ‘venceu o mar da vida’. Ao enfrentar sem medo e ao caminhar simbolicamente sobre as águas impetuosas sem ser engolido por elas Jesus nos diz que todo discípulo que tem fé para segui-lo, - mesmo nas tormentas, - jamais vai afogar e sucumbir. Ele nos garante que nos vórtices da vida sempre irão aparecer ao nosso lado mãos estendidas que com firmeza e amabilidade nos puxarão para fora. Que as nossas mãos sirvam para arrancar das tempestades da vida outros irmãos que, como Pedro, querem enfrentá-las, mas às vezes não possuem força e fé suficientes.  

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Greve dos professores - Lei do Piso Salarial ainda não é implementada, e mesmo sendo, falta algo mais para a educação deslanchar no País!

A Lei do Piso Salarial, a primeira a estabelecer um salário mínimo nacional aos professores da Educação Básica, completou seis anos em 2014. Sua implantação, porém, ainda não atinge todos os estados e municípios brasileiros. A principal barreira é o descompasso entre a lei federal e os governos municipais e estaduais, que alegam falta de recursos para realizar o pagamento mínimo mensal de 1.697 reais para os que trabalham 40 horas semanais nas escolas públicas brasileiras. De acordo com dados das secretarias estaduais e da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), os estados do Rio Grande do Sul e Rondônia ainda não cumprem a lei. Os demais pagam salários que variam entre 1.697 reais, e 3.579,42 reais. Outros 14 estados, segundo levantamento feito em março pela CNTE, usam alguns artifícios para não cumprir as determinações na íntegra, em especial a regra de reservar um terço da jornada de trabalho do professor para atividades extraclasse. Segundo a União Nacional dos Dirigentes Municipais em Educação (Undime), não existe registro oficial de quantos municípios desrespeitam a legislação. Lei também diz que se um Estado não tem dinheiro para pagar o piso mínimo a Federação complementa, mas o Estado tem que provar que não tem dinheiro para tal finalidade.(Fonte: Carta Capital)

Comentário do blogueiro - Garantir um salário decente para os professores é o 'básico do básico', mas não é tudo. Deve existir a vontade de oferecer condições dignas para o desenvolvimento educacional que não é feito só de salários e prédios bonitos e seguro, mas acima de tudo, de conteúdos e metodologias criativas e orgânicas!

Greve dos professores: um direito está sendo negado! Cadeia para prefeito e grevistas!

A greve dos professores da rede municipal em São Luis dura mais de dois meses. Parece não haver diálogo. De um lado se afirma que os professores já recebem o deles, e ponto. Do outro se diz que as escolas são um caos e que não há condições de trabalhar desse jeito. Falta segurança, faltam professores para determinadas disciplinas, faltam carteiras, banheiros, etc. Não vi até agora o secretário de educação oferecer um cronograma em que mostre que há conhecimento da situação física dos prédios escolares e planos para recuperar e reformar os degradados e, naturalmente, medidas para qualificar os professores, entre outras coisas. O grande público parece alheio a tudo isso. Ter ou não ter aula é mero detalhe. Nenhum movimento de pais de alunos e dos próprios alunos! Parece briga entre’ brancos’, mas sabemos que quem sofre as conseqüência com os baixos níveis de escolaridade são os cidadãos-alunos e a própria sociedade. Alguém, não sem razão, levanta a hipótese de que essa greve é política (há uma que não o seja?) para desgastar o governo do atual prefeito que apóia o candidato a governador Flávio Dino e, de quebra, desgastar ‘o próprio’ em seu esforço de ganhar o pleito. Outros, com muita razão, insinuam que a direção do sindicado quer já tornar visível uma futura candidatura de alguém deles para o pleito municipal de 2016. Em que pese tudo isso, há um diálogo que deve ser enfrentado e problemas reais a serem equacionados na educação básica, e urgentemente. Infelizmente, as emoções falam mais alto. Desavenças, rivalidades, boicotes, radicalismos de ambas as partes mostram uma certa imaturidade em perceber que, afinal, um direito sagrado está sendo cerceado por ...AMBAS AS PARTES!

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Imprensa internacional não fala sobre o drama do Iraque, mas 'eles' avançam e matam!

No Iraque, a aliança de combatentes curdos iraquianos, sírios e turcos não consegue proteger a população civil, minorias e milhares de cristãos, do avanço dos jihadistas do Estado islâmico no norte do país. Pelo menos 150 mil cristãos estão fugindo para o Curdistão sem proteção. O alarme foi feito na manhã de hoje, quinta-feira, pelo Patriarca da Babilônia dos Louis Raphaël I Sako. “Uma catástrofe humanitária”, define ele, após o dia dedicado à oração pela paz no país promovida pelo próprio Patriarcado e já marcada pelas violências e ataques. Pelo menos 50 atentados ontem com mais de 30 mortos e 70 feridos marcou no Iraque a Festa da Transfiguração de Jesus, uma ocasião para celebrar o Dia de Oração no país, precisamente enquanto centenas de mulheres e crianças, todos da minoria religiosa yazida, foram feitos prisioneiros pelos milicianos do Estado islâmico que massacraram, de acordo com fontes do governo, 500 homens da mesma comunidade.Continua, portanto, a avançada violenta dos jihadistas, que após Mosul, conquistaram domingo a cidade de Sinjar: ataques generalizados e sistemáticos contra a população civil por causa da origem étnica ou da religião. “Um crime contra a humanidade” acusa o Conselho de Segurança da ONU. Mas não é suficiente: é o que denuncia o Patriarca caldeu Louis Raphaël I Sako na manhã de hoje aos microfones da Rádio Vaticano, no momento em que, conta ele, um novo êxodo de cristãos, já expulsos de suas casas em diferentes cidades do país, está em andamento em direção ao território curdo em busca de segurança. Eis as palavras do patriarca: “Hoje há um vazio, um vazio. O governo não tem forças para controlar o país, agora há também as eleições para o Parlamento e não há forças para atacar, não existe um verdadeiro exército, ao contrário da Síria, onde as forças armadas podem atacar. Aqui os curdos estão se retirando, eles têm somente armas leves. Hoje existem milhares de pessoas ao longo das estradas, que caminham já há 3 - 4 horas. São mulheres, idosos e crianças: é preciso mobilizar a opinião pública e as sociedades em todos os países, esta é uma catástrofe humanitária!” (Fonte: Rádio Vaticano)

Desbaratada gangue que invadia terras indígenas no Mato Grosso

Na manhã desta quinta-feira (07/08), a Polícia Federal dá cumprimento a cinco mandados de prisão, oito mandados de condução coercitiva e 17 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal, a pedido do Ministério Público Federal, contra a organização criminosa envolvida com a invasão da Terra Indígena Marãiwatsédé, em Mato Grosso.As medidas estão sendo cumpridas em nove municípios, nos estados de Mato Grosso, Goiás e São Paulo, nas cidades de Alto Boa Vista (MT), São Felix do Araguaia (MT), Confresa (MT) Querência (MT), Cana Brava do Norte (MT), Água Boa (MT), Rondonópolis (MT), Goiânia (GO) e Cedral (SP).~Segundo investigação conduzida pelo Ministério Público Federal e Polícia Federal, a organização criminosa atuava de modo a impedir que a etnia Xavante usufruísse da Terra Indígena Marãiwatsédé, definitivamente delimitada, demarcada e homologada desde 1998.Mesmo com confirmação, pelo Supremo Tribunal Federal, da ordem judicial para retirada dos não índios do interior da terra indígena Xavante, a quadrilha aliciava pessoas para invadirem novamente a área, dificultando o trabalho da FUNAI, Polícia Federal e Força Nacional.A retirada de todos os não índios de Marãiawtsédé iniciou-se em dezembro de 2012, prolongando-se até o março de 2014. Centenas de policiais e servidores da FUNAI de todo o Brasil estavam mobilizados para fazer frente às constantes reinvasões da terra indígena.(Fonte: MPF)