quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Indígenas do Peru contestam acordo energético entre Brasil e Peru

Uma ação civil pública ajuizada na quinta-feira passada por uma organização indígena peruana contra o Congresso e o Ministério das Relações Exteriores daquele país demanda a suspensão do acordo energético entre Brasil e Peru assinado em junho de 2010, pelos ex-presidentes Lula e Alan Garcia. A Central Ashaninka del Rio Ene (CARE) entrou com a ação no Superior Tribunal de Justiça em Lima com pedido de liminar contra o acordo que prevê a construção de uma série de grandes hidrelétricas na Amazônia peruana pela Eletrobrás e empreiteiras brasileiras, afirmando que os empreendimentos violam os direitos de populações indígenas. "Os direitos à vida, à integridade, à liberdade, à terra e ao consentimento livre, prévio e informado são ameaçados, considerando que o acordo jamais foi objeto de consulta com os povos indígenas”, disse David Velasco, advogado da Fundação Ecumênica para o Desenvolvimento e Paz (FEDEPAZ), ONG peruana de assessoria jurídica. "A legislação peruana e internacional estabelece a obrigatoriedade de consultas prévias com povos indígenas no caso de projetos de desenvolvimento que afetem seus territórios, e isso não aconteceu." Milhares de indígenas, inclusive grupos não-contatados, e outras populações locais sofreriam deslocamento e outras conseqüências negativas da construção de hidrelétricas previstas no acordo, segundo a ação. O pedido de liminar visa a proteger os direitos constitucionais dos povos indígenas ao consentimento livre, prévio e informado sobre assuntos de Estado que possam ter impacto sobre os seus direitos. O acordo ainda não foi ratificado pelos parlamentos dos dois países. (Fonte: ADITAL)

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Quarta feira de cinza: filh@s do pó cósmico-divino, consciente e transformante!


Somos filh@s do pó. Do pó cósmico-divino. De um barro estrelar repleto de vida invisível. Somos comunhão com um universo – no qual estamos inseridos, - que pulsa como um pulmão humano. Que incha, inspira e se expande. E que expira, desincha e se retrai com ritmos e lógicas próprias. Do mesmo jeito que fazemos nós ‘Adãos e Evas’ juntamente com muitos nossos semelhantes e seres vivos que habitamos esse planeta. Somos filh@s-fruto da ‘quebra espontânea da simetria’ inicial entre fótons e bósons. Entre matéria e anti-matéria. Assim nos dizem os físicos. Filh@s de um duelo entre vida e destruição. Frutos, enfim, da ‘não lógica’, mas não do acaso. Como se um ‘alguém’, totalmente livre e não preso a essas rígidas leis físicas decidisse ‘quebrar’ aquela espécie de equilíbrio inicial instável e ‘inventar-criar’ algo inédito. Aproveitando brechas e se insinuando em comportamentos e movimentos ‘ilógicos’ do cosmos deu origem a um novo jeito de ser vida.

A quaresma/cinza/pó nos convida a alimentar a consciência de que somos ‘matéria consciente’. Um pó pensante, amante, transformante, celebrante. Que por termos a mesma origem da matéria cósmica produzida por Aquele que ‘rompeu’ a ‘lógica física’ que aprisionava novas formas vidas temos uma missão a cumprir. A missão de preservar todas as formas de vida que Ele planejou e que permitiu nascer. A missão de identificar quanto e quantos ameaçam com suas opções de vida o futuro dos seres vivos e chamá-los com vigor a ‘retomar/voltar’ à consciência de ‘pertença cósmica comum’. A missão de sermos ousados como o foi Aquele que rompeu a lei da ‘simetria espontânea’ e darmos origem a novas formas de convivências humanas.
Para não nos esquecer que por sermos filh@s do ‘pó cósmico-divino’ temos um dever ético de re-criar comunhão com o cosmos inteiro e salvaguardá-lo de tanta ‘anti-matéria humana’ destrutiva! Boa quaresma!

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Cinza na cabeça e água nos pés!

Cinzas na cabeça e água nós pés
Curta é a distância da cabeça aos pés.
Só pouco mais de quarenta dias separam a quarta-feira de cinzas
do lava-pés da quinta-feira santa.
Bem mais longa, porém, é a distância que separa a nossa cabeça
dos pés dos outros.
E haja cinzas, quaresmas e desertos
para desconstruir nossas rígidas convicções,
posturas e práticas encrustadas
que nos afastam cada vez mais
das feridas do próximo
e da força libertária
do Evangelho de Jesus de Nazaré.
O mesmo Espírito
que conduziu Jesus ao deserto
“para ser tentado”,
nos empurre para lá também,
onde contemplarmos
a tenacidade de Jesus
e nos fortalecermos
no embate quotidiano contra as tentações
dos demônios pós-modernos.
(Tirado do Blog de Marcos Passerini)

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Carregando a dor dos que são impedidos de se encontrar com a liberdade e a vida (Mc. 2,1-12)

Chegou ao Brasil, recentemente, um amigo que havia trabalhado como missionário ao longo de vários anos no sul desse Estado. Veio com seus dois filhos. Um deles, de 14 anos, tetraplégico. O pai com uma paciência e uma dedicação indescritível o levantava e o carregava em seus braços. Dava-lhe banho, e trocava-lhe as fraldas. Colocava a comida na sua boca e ajeitava-o direitinho na cadeira de rodas toda vez que precisasse.Veio-me espontâneo ao ler o evangelho hodierno relacionar esses gestos com os dos ‘quatro homens’ que carregaram o paralítico até Jesus. Em geral, a ênfase nos comentários bíblicos, é dada exclusivamente ao encontro de Jesus com o paralítico. O que não deixa de ser, na narração de Marcos, algo magistral. Contudo, se observarmos com mais atenção o texto podemos constatar que o que chama a atenção de Jesus num primeiro momento, - e foi o momento determinante, - é justamente ‘ a fé que eles (os quatro homens) tinham’ (v.5). É por causa dessa fé que Jesus se dirige ao paralítico trazido pelos ‘quatro’ e lhe anuncia que os seus pecados estavam perdoados. Como não ver nesse ícone a ação samaritana de tantos homens e mulheres que movidos pela compaixão e pelo amor gratuito ‘carregam’ sistematicamente em seus braços cheios de afeto e gratuidade aqueles que não podem ou são impedidos de ‘caminhar’? Na narração de Marcos vemos que são ‘os quatro homens’ que tomam a iniciativa de promover o encontro do paralítico com Jesus. São esses ‘cirineus’ da vida que carregam a dor, a cruz e o drama de inúmeros paralíticos, antes mesmo de carregar seus corpos. Que compreendem seus sonhos e seus desejos de alcançar a cura e a autonomia definitivas. Que partilham a mesma fé no poder de Jesus. Fé partilhada que se traduz em solidariedade concreta com os necessitados.

São esses ‘homens e mulheres’ compassivos que encontramos ao longo do nosso caminho que ajudam os ‘incapacitados de andar’ a romper barreiras. Que abrem caminho dentre os preconceitos e as maldições da multidão para que ‘nós paralíticos’ avancemos para o encontro com Jesus. Uma multidão tão cega que é incapaz de enxergar aqueles que dentre ela não possuem as suas mesmas oportunidades. Desejosa somente de se beneficiar pessoal e egoisticamente através do contato com Jesus. Que se torna tão dura de coração que não só dificulta o acesso aos ‘quatro homens’ e ao paralítico, mas que também lhes barra o caminho. Para que o encontro com Jesus não aconteça. Imaginemos, por um instante, a coragem, a ousadia e a criatividade dos ‘quatro’ ao perceberem a impossibilidade de entrar na casa pelos ‘caminhos normais’. Impedidos pela multidão ‘invadem’ a casa abrindo um buraco no teto. Como não ver nisso a legítima pressão, a teimosa insistência e a aguerrida persistência dos inconformados com tantas formas de negação de acesso à justiça, à vida plena? De procura de reconhecimento do próprio valor, de busca de liberdade, de autonomia, de reconciliação, e de paz? Pessoas que arriscam e se expõem não para se beneficiar, mas para permitir que o ‘outro’, os paralíticos da vida, comecem a caminhar autonomamente. Para que eles, enfim livres de tanta paralisia e de tantos pesos experimentem a graça da liberdade de andar, de anunciar, de servir. A liberdade de carregar em seus braços outros ‘paralíticos’ e de abrir-lhes novos caminhos. Arrombando e ‘abrindo buracos’ em corações endurecidos que insistem em lhes impedir o encontro com a esperança e a vontade de viver.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

'Atender a demanda indígena é contrariar a política federal de incentivo ao agronegócio'!

“A omissão do Estado em relação à questão agrária e indígena no Brasil é algo que reforça a violência no campo brasileiro enquanto um problema estrutural, ao mesmo tempo em que fortalece a elite agrária e provoca a morte dos povos indígenas”. A afirmação é de Eduardo Luiz Damiani Goyos Carlini, geógrafo, que fez parte da Expedição Marcos Veron, que visitou, até o último dia 25 de janeiro, diversas aldeias do estado de Mato Grosso do Sul para registrar a situação de vida dos Guarani-kaiowá e as ameaças de morte às suas lideranças. O geógrafo afirma que a ação dos fazendeiros se configura por homicídios bem planejados. Não mandam matar qualquer membro da comunidade, mas sim lideranças – sejam eles caciques ou professores. Tiram de circulação aquelas pessoas escolhidas pela própria comunidade por terem a capacidade de repassar os ensinamentos para o coletivo e inevitavelmente fortalecer a organização do movimento indígena. A perda dessas referências para a comunidade traz, em si, o medo como parte do cotidiano. E essa é uma estratégia utilizada pelo agronegócio para o extermínio desses povos.

Entraves jurídicos
- Sabe-se que a Constituição Federal de 1988 assegura aos indígenas de terem reconhecido o direito às terras originárias que tradicionalmente ocupam. Trata-se de um direito anterior e oponível a qualquer ocupação e reconhecimento, independentemente da época de concessão do título de propriedade. Assim, a demarcação não é um ato administrativo que constitui a terra indígena, mas é mero ato de reconhecimento, tendo natureza declaratória. E quando ocorre a demarcação paga-se apenas o valor das benfeitorias de boa-fé, porque o título de propriedade é considerado inexistente e nulo.Contudo, os interesses econômicos em torno da terra no Mato Grosso do Sul e a ausência de uma atuação do Estado na efetiva demarcação das terras indígenas (cujo prazo estipulado pela Constituição de 1988 era de cinco anos), que se encontram dentro dessas áreas, geram diversos conflitos. Só para se ter uma ideia, sem aprofundarmo-nos muito na análise dos dados, na última publicação do CIMI, em 2011, podemos identificar que no ano de 2010 mais de 152 ameaças de morte foram registradas no país, sendo que 150 ocorreram em Mato Grosso do Sul. Do mesmo modo, dos 398 outros tipos de ameaças sofridas pelos indígenas no Brasil, 390 foram em Mato Grosso do Sul. Entre as tentativas de assassinato, das 22 registradas no país, 17 ocorreram nesse estado. Podemos também lembrar dos dados que dizem respeito aos assassinatos que ocorreram no referido ano: dos 60 que aconteceram em todo país, 34 foram confirmados em Mato Grosso do Sul.

FUNAI
– O geógrafo relata que ao visitar a Aldeia Laranjeiras Nhanderú, cujo acesso passa pela lavoura de soja da fazenda de José Raul das Neves, pai do presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) do município de Rio Brilhante foram alertados de que estavam presos ali. O acesso à estrada tinha sido bloqueado pelo proprietário. A Polícia Federal e a Funai intervieram e garantiram a saída. Durante a conversa com a encarregada da Funai, quando questionada sobre qual o papel do órgão, afirmou que “o papel da Funai é mediar conflito entre os fazendeiros e os indígenas”. A Funai cumpre hoje o mesmo papel desempenhado pelo Serviço de Proteção ao Índio – SPI na primeira metade do século passado. O SPI contribuiu fundamentalmente para o acirramento do conflito na região, com a criação das reservas indígenas. O papel dessas reservas foi o de confinamento das aldeias em áreas de no máximo 3.500 há. antes espalhadas sob uma vasta área que configurava o território Kaiowá. É interessante notar que aquilo que, num primeiro momento, pode nos parecer algo coerente, como no caso a criação das reservas, era na verdade a liberação da área, garantindo assim o loteamento da região, beneficiando as elites agrárias em detrimento da manutenção do modo de vida Guarani-kaiowá. O geógrafo conclui dizendo que ‘hoje não é diferente; precisamos ter clareza. Ao se pronunciar, a encarregada da Funai não fez nada mais do que nos mostrar qual o interesse do governo sobre essa questão. Afinal, atender à demanda indígena é contrariar a política federal de incentivo ao agronegócio. Por isso que essa situação está sendo “mediada”, em vez de ser resolvida (entrevista publicada no IHU e adaptada pelo blogueiro)

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

VALE tem lucro recorde de 37,8 BILHÕES, mas não paga dívidas aos municípios onde atua

A mineradora Vale fechou 2011 com um lucro líquido recorde de R$ 37,8 bilhões e receita operacional de R$ 105,5 bilhões, também recorde. Foi um "desempenho financeiro extraordinário, o melhor de todos os tempos", disse em comunicado o presidente da empresa, Murilo Ferreira. Em 2010, a companhia teve lucro de R$ 30,1 bilhões e receita de R$ 85,3 bilhões. Esse recorde se deve basicamente ao aumento das vendas para a Ásia, Oriente Médio e outras regiões, já que os embarques para a Europa, onde estão alguns dos principais clientes da companhia, tiveram queda no ano passado - de 58,9 milhões de toneladas em 2010 para 58,5 milhões de toneladas. A China foi responsável por 44,1% dos embarques da Vale de minério de ferro e pelotas em 2011. Em 2010, a fatia da gigante asiática estava em 42,9%. Os clientes chinesas compraram 131,870 milhões de toneladas, ante 126,4 milhões de toneladas no ano anterior. O comunicado divulgado pela empresa mostra ainda que em 2011 a Vale investiu US$ 17,994 bilhões, uma expansão de 41,6% em comparação com o ano anterior, mas 25% inferior ao programado pela companhia no final de 2010 (US$ 24 bilhões). No quarto trimestre do ano passado, os investimentos foram de US$ 6,686 bilhões.O mais interessante e escandaloso é que a Vale, apesar desse desempenho não quer pagar 800 milhões da dívida ativa para com o município de Parauapebas. Sem falar naquelas reformas e melhorias 'marginais' para os 27 municípios que estão no Corredor Carajás. Deu para entender por que continua a ser 'a pior' empresa?

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Purificados para espalhar e testemunhar a boa nova (Mc.1,40-45)

Nascemos impuros. Fomos gerados e nascemos no pecado. Assim sempre nos disseram. Já ao emitirmos os primeiros gemidos somos herdeiros de uma mancha original. O pecado cometido, supostamente, na origem dos tempos por ‘Adão e Eva’. Mesmo sabendo que, afinal, isto significa carregar dentro de si a tendência quase inata de nos substituir e dispensar a Origem de toda consciência ética pautada por valores profundamente ‘divino-humanos’. E a perene tentação de criarmos a nossa própria consciência, pautada por interesses, ambições e projetos mesquinhos pessoais. A história já se encarregou para provar que quando aceitamos isso já destruímos o paraíso que idealmente sonhamos. O fato é que nos educamos com fortes sentimentos de culpa. Impuros, imundos, indignos. Assim nos apresentamos diante de um deus cuja misericórdia nos foi por muito tempo ocultada. Fomos catequizados a nos relacionar com um deus que vigia e monitora os ‘filhos e filhas rebeldes’. Sempre atento a puni-los e a castigá-los por causa dos seus pecados. Movidos pelo medo do castigo e da punição eterna encaramos as poucas coisas boas que fazíamos não como expressão da ‘Bondade Absoluta’ que está em nós, mas como uma forma de expiação. De purificação. E a permanente sensação de que eram ações insuficientes para aplacar a ira de um deus sedento de castigo. E inadequadas para merecer a salvação plena. Todas essas distorções e manipulações intencionais geraram não poucos traumas e distúrbios em muitos corações e mentes. Era uma necessidade da religião oficial de cultivar e impor tudo isso para poder obter submissão e controle. Mediante o medo a Deus e através da ameaça da punição divina controlavam-se consciências e vontades. Dominava-se de forma absoluta.
O evangelho de hoje nos oferece mais uma página maravilhosa do que realmente reside no coração de Deus. Não do deus dos sacerdotes. Dos funcionários da religião oficial. Mas no coração do Deus de Jesus de Nazaré. No coração de Deus que nos foi manifestado mediante Jesus de Nazaré só cabe amor, compaixão, liberdade, pureza, vontade de viver. Marcos nos apresenta o encontro de um ‘leproso-impuro’ – vítima consciente do seu estado, – com Jesus. É o ‘impuro’ que toma a iniciativa e que suplica o mestre de libertá-lo definitivamente do seu estado de impureza. Não quer ser mais um excluído por Deus e nem pelas pessoas. Quer se libertar de tudo o que o mantém preso: o medo, a culpa, a exclusão social e religiosa. O evangelista nos relata com todo realismo que Jesus diante das súplicas do leproso ‘ficou cheio de ira’ (v.41). É a revolta natural de quantos conseguiram desmascarar o poder da manipulação e percebem com seus próprios olhos o poder destrutivo e dilacerante da ideologia religiosa dominante no corpo de um filho de Deus. Deus o havia criado puro, sem mancha e sem pecado original. Os homens o haviam reduzido a um opróbrio humano e social, negando-lhe a sua filiação divina e mantendo-o sistematicamente num estado de exclusão. Jesus emerge como aquele que reproduz o ‘gesto criador original’ de Deus. Devolve-lhe vida, dignidade, liberdade, e lhe pede um último gesto. De se apresentar justamente àqueles que tinham o poder de reconhecer oficialmente se ele estava definitivamente curado. E oferecer pela sua purificação um sacrifício ‘como testemunho para eles’(v.44) Uma tentativa de Jesus de provocar os sacerdotes do templo no sentido de eles começarem a perceber que a sua missão é a de ajudar a ‘purificar’ pessoas, a curá-las e libertá-las, e não a de mantê-las dependentes deles! Marcos termina nos informando que a pessoa curada, purificada, livre de todo complexo de culpa e de dependência se afasta definitivamente do lugar da dominação e da exclusão (templo e sacerdotes) e anuncia, prega, espalha ‘a notícia’ do gesto que o beneficiou. Um tabu religioso havia sido quebrado: a boa nova é que agora, em Jesus de Nazaré, Deus não castiga, não pune, não submete, mas acolhe, purifica e envia. Só quando tomamos consciência disso nos abriremos para valorizar e realizar o bom e bonito que temos dentro de nós e o testemunharemos a quantos ainda não o descobriram.