quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Indígenas do Peru contestam acordo energético entre Brasil e Peru
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Quarta feira de cinza: filh@s do pó cósmico-divino, consciente e transformante!

Para não nos esquecer que por sermos filh@s do ‘pó cósmico-divino’ temos um dever ético de re-criar comunhão com o cosmos inteiro e salvaguardá-lo de tanta ‘anti-matéria humana’ destrutiva! Boa quaresma!
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Cinza na cabeça e água nos pés!
Curta é a distância da cabeça aos pés.
Só pouco mais de quarenta dias separam a quarta-feira de cinzas
do lava-pés da quinta-feira santa.
Bem mais longa, porém, é a distância que separa a nossa cabeça
dos pés dos outros.
E haja cinzas, quaresmas e desertos
para desconstruir nossas rígidas convicções,
posturas e práticas encrustadas
que nos afastam cada vez mais
das feridas do próximo
e da força libertária
do Evangelho de Jesus de Nazaré.
O mesmo Espírito
que conduziu Jesus ao deserto
“para ser tentado”,
nos empurre para lá também,
onde contemplarmos
a tenacidade de Jesus
e nos fortalecermos
no embate quotidiano contra as tentações
dos demônios pós-modernos.
(Tirado do Blog de Marcos Passerini)
sábado, 18 de fevereiro de 2012
Carregando a dor dos que são impedidos de se encontrar com a liberdade e a vida (Mc. 2,1-12)
São esses ‘homens e mulheres’ compassivos que encontramos ao longo do nosso caminho que ajudam os ‘incapacitados de andar’ a romper barreiras. Que abrem caminho dentre os preconceitos e as maldições da multidão para que ‘nós paralíticos’ avancemos para o encontro com Jesus. Uma multidão tão cega que é incapaz de enxergar aqueles que dentre ela não possuem as suas mesmas oportunidades. Desejosa somente de se beneficiar pessoal e egoisticamente através do contato com Jesus. Que se torna tão dura de coração que não só dificulta o acesso aos ‘quatro homens’ e ao paralítico, mas que também lhes barra o caminho. Para que o encontro com Jesus não aconteça. Imaginemos, por um instante, a coragem, a ousadia e a criatividade dos ‘quatro’ ao perceberem a impossibilidade de entrar na casa pelos ‘caminhos normais’. Impedidos pela multidão ‘invadem’ a casa abrindo um buraco no teto. Como não ver nisso a legítima pressão, a teimosa insistência e a aguerrida persistência dos inconformados com tantas formas de negação de acesso à justiça, à vida plena? De procura de reconhecimento do próprio valor, de busca de liberdade, de autonomia, de reconciliação, e de paz? Pessoas que arriscam e se expõem não para se beneficiar, mas para permitir que o ‘outro’, os paralíticos da vida, comecem a caminhar autonomamente. Para que eles, enfim livres de tanta paralisia e de tantos pesos experimentem a graça da liberdade de andar, de anunciar, de servir. A liberdade de carregar em seus braços outros ‘paralíticos’ e de abrir-lhes novos caminhos. Arrombando e ‘abrindo buracos’ em corações endurecidos que insistem em lhes impedir o encontro com a esperança e a vontade de viver.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
'Atender a demanda indígena é contrariar a política federal de incentivo ao agronegócio'!
“A omissão do Estado em relação à questão agrária e indígena no Brasil é algo que reforça a violência no campo brasileiro enquanto um problema estrutural, ao mesmo tempo em que fortalece a elite agrária e provoca a morte dos povos indígenas”. A afirmação é de Eduardo Luiz Damiani Goyos Carlini, geógrafo, que fez parte da Expedição Marcos Veron, que visitou, até o último dia 25 de janeiro, diversas aldeias do estado de Mato Grosso do Sul para registrar a situação de vida dos Guarani-kaiowá e as ameaças de morte às suas lideranças. O geógrafo afirma que a ação dos fazendeiros se configura por homicídios bem planejados. Não mandam matar qualquer membro da comunidade, mas sim lideranças – sejam eles caciques ou professores. Tiram de circulação aquelas pessoas escolhidas pela própria comunidade por terem a capacidade de repassar os ensinamentos para o coletivo e inevitavelmente fortalecer a organização do movimento indígena. A perda dessas referências para a comunidade traz, em si, o medo como parte do cotidiano. E essa é uma estratégia utilizada pelo agronegócio para o extermínio desses povos.Entraves jurídicos - Sabe-se que a Constituição Federal de 1988 assegura aos indígenas de terem reconhecido o direito às terras originárias que tradicionalmente ocupam. Trata-se de um direito anterior e oponível a qualquer ocupação e reconhecimento, independentemente da época de concessão do título de propriedade. Assim, a demarcação não é um ato administrativo que constitui a terra indígena, mas é mero ato de reconhecimento, tendo natureza declaratória. E quando ocorre a demarcação paga-se apenas o valor das benfeitorias de boa-fé, porque o título de propriedade é considerado inexistente e nulo.Contudo, os interesses econômicos em torno da terra no Mato Grosso do Sul e a ausência de uma atuação do Estado na efetiva demarcação das terras indígenas (cujo prazo estipulado pela Constituição de 1988 era de cinco anos), que se encontram dentro dessas áreas, geram diversos conflitos. Só para se ter uma ideia, sem aprofundarmo-nos muito na análise dos dados, na última publicação do CIMI, em 2011, podemos identificar que no ano de 2010 mais de 152 ameaças de morte foram registradas no país, sendo que 150 ocorreram em Mato Grosso do Sul. Do mesmo modo, dos 398 outros tipos de ameaças sofridas pelos indígenas no Brasil, 390 foram em Mato Grosso do Sul. Entre as tentativas de assassinato, das 22 registradas no país, 17 ocorreram nesse estado. Podemos também lembrar dos dados que dizem respeito aos assassinatos que ocorreram no referido ano: dos 60 que aconteceram em todo país, 34 foram confirmados em Mato Grosso do Sul.
FUNAI – O geógrafo relata que ao visitar a Aldeia Laranjeiras Nhanderú, cujo acesso passa pela lavoura de soja da fazenda de José Raul das Neves, pai do presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) do município de Rio Brilhante foram alertados de que estavam presos ali. O acesso à estrada tinha sido bloqueado pelo proprietário. A Polícia Federal e a Funai intervieram e garantiram a saída. Durante a conversa com a encarregada da Funai, quando questionada sobre qual o papel do órgão, afirmou que “o papel da Funai é mediar conflito entre os fazendeiros e os indígenas”. A Funai cumpre hoje o mesmo papel desempenhado pelo Serviço de Proteção ao Índio – SPI na primeira metade do século passado. O SPI contribuiu fundamentalmente para o acirramento do conflito na região, com a criação das reservas indígenas. O papel dessas reservas foi o de confinamento das aldeias em áreas de no máximo 3.500 há. antes espalhadas sob uma vasta área que configurava o território Kaiowá. É interessante notar que aquilo que, num primeiro momento, pode nos parecer algo coerente, como no caso a criação das reservas, era na verdade a liberação da área, garantindo assim o loteamento da região, beneficiando as elites agrárias em detrimento da manutenção do modo de vida Guarani-kaiowá. O geógrafo conclui dizendo que ‘hoje não é diferente; precisamos ter clareza. Ao se pronunciar, a encarregada da Funai não fez nada mais do que nos mostrar qual o interesse do governo sobre essa questão. Afinal, atender à demanda indígena é contrariar a política federal de incentivo ao agronegócio. Por isso que essa situação está sendo “mediada”, em vez de ser resolvida (entrevista publicada no IHU e adaptada pelo blogueiro)
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
VALE tem lucro recorde de 37,8 BILHÕES, mas não paga dívidas aos municípios onde atua
A mineradora Vale fechou 2011 com um lucro líquido recorde de R$ 37,8 bilhões e receita operacional de R$ 105,5 bilhões, também recorde. Foi um "desempenho financeiro extraordinário, o melhor de todos os tempos", disse em comunicado o presidente da empresa, Murilo Ferreira. Em 2010, a companhia teve lucro de R$ 30,1 bilhões e receita de R$ 85,3 bilhões. Esse recorde se deve basicamente ao aumento das vendas para a Ásia, Oriente Médio e outras regiões, já que os embarques para a Europa, onde estão alguns dos principais clientes da companhia, tiveram queda no ano passado - de 58,9 milhões de toneladas em 2010 para 58,5 milhões de toneladas. A China foi responsável por 44,1% dos embarques da Vale de minério de ferro e pelotas em 2011. Em 2010, a fatia da gigante asiática estava em 42,9%. Os clientes chinesas compraram 131,870 milhões de toneladas, ante 126,4 milhões de toneladas no ano anterior. O comunicado divulgado pela empresa mostra ainda que em 2011 a Vale investiu US$ 17,994 bilhões, uma expansão de 41,6% em comparação com o ano anterior, mas 25% inferior ao programado pela companhia no final de 2010 (US$ 24 bilhões). No quarto trimestre do ano passado, os investimentos foram de US$ 6,686 bilhões.O mais interessante e escandaloso é que a Vale, apesar desse desempenho não quer pagar 800 milhões da dívida ativa para com o município de Parauapebas. Sem falar naquelas reformas e melhorias 'marginais' para os 27 municípios que estão no Corredor Carajás. Deu para entender por que continua a ser 'a pior' empresa?
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Purificados para espalhar e testemunhar a boa nova (Mc.1,40-45)
