sábado, 21 de março de 2015

Por que Aécio não entrou na lista dos investigados?

Errou o Procurador Geral da República Rodrigo Janot ao não pedir abertura de inquérito contra o senador Aécio Neves. Primeiro, porque na delação do doleiro Alberto Yousseff havia indícios suficientes para a abertura de inquérito. Conforme o PGR cansou de alertar, pedido de inquérito não significa condenação nem incriminação de ninguém. É apenas um procedimento de levantamento de provas, em cima de indícios. Se nada for encontrado, arquive-se; se forem encontradas provas, proceda-se à denúncia, que poderá ou não ser aceita pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Em seu depoimento oral, Yousseff apresenta dados objetivos de fácil apuração.*  Diz que Aécio Neves recebia propinas através de uma diretoria de Furnas, segundo relato do finado deputado José Janene (PP), que também tinha uma diretoria por lá. *  Informa por onde passava o dinheiro da propina, a empresa Bauruense. *  Informa o valor presumido da propina, de US$ 100 mil mensais. *  Informa a possível destinatária da propina. *  Diz basear-se nas conversas que tinha com Janene e com o proprietário da Bauruense. Ora, com base nessas informações, bastaria requerer a quebra de sigilo da Bauruense, analisar seus extratos e balanços e fazer o mesmo da suposta ponta recebedora. Tinha razão o Ministro Teori Zavaski quando comentou com pessoas próximas que ffoi solicitada a abertura de inquéritos em casos com elementos muito menos robustos do que aqueles que constavam contra Aécio.  Ele não entrou em juízo de valor, se deveria ou não ter sido solicitado o inquérito. Apenas comparou condições. (Blog do Luis Nassif)

sábado, 14 de março de 2015

4º Domingo de Quaresma - Só morrendo para que as pessoas compreendam a força da verdade-luz, e para desmascarar a mentira-treva! (Jo. 3,14-21)

Existem pessoas que depois de mortas são um permanente julgamento para quem fica. O sacrifício da própria vida em determinadas circunstâncias coloca as pessoas numa situação incômoda e constrangedora. Os que ficam percebem que pouco ou nada fizeram para preservar e defender quem foi morto. Consciente ou inconscientemente desejavam a sua eliminação porque quando vivo incomodava e denunciava, apontava e redarguia e, pior, não compactuava e não se corrompia. Tornava-se difícil pegá-lo em flagrante porque a sua coerência de vida não o permitia. Agora, sentem que depois de morto ele continua incomodando mais do que antes. Cria, de fato, nos que ficaram, o dilema da responsabilidade pessoal na sua morte. Faz surgir no seu íntimo complexos de culpa antes desconhecidos. Acabam se sentindo co-responsáveis pelo seu desaparecimento. Ocorre, porém, que com o tempo, os que ficaram compreendem que ‘aquela morte’ se constituiu num verdadeiro divisor de águas. Compreendem que aquele sacrifício, embora trágico e desumano, foi até ‘necessário’ para que os que ficaram se definissem em sua vida. Ou seja, se manifestassem de que lado eles estavam. Se do lado da verdade, da coerência de vida, da ousadia profética de quem foi sacrificado ou, ao contrário, do lado de quem o agrediu, matou e sacrificou.
Isto se dá, permanentemente, no nosso trágico e contraditório cotidiano. Só pensar nas centenas de lavradores do nosso Estado e País cujo sangue vem sendo derramado na defesa de direitos sagrados!Só pensar como certas conquistas na dimensão dos direitos se deram depois de assassinatos brutais de inúmeros pais de famílias! Com Jesus não foi diferente! Os seus apóstolos só depois de alguns anos perceberam que a morte do mestre não foi em vão. Conseguiram superar o complexo de culpa por tê-lo abandonado na cruz ao sentir que Jesus continuava a lhes oferecer perdão e misericórdia do mesmo jeito que o fazia quando estava vivo entre eles. Perceberam que a sua morte foi necessária para ‘desmascarar’ seus algozes e seus simpatizantes. Jesus, de fato, ao ser ‘levantado’ na cruz deu uma nova capacidade de discernimento aos seus discípulos e aos que ficaram. Ajudou-os a compreender que as pessoas que apostam na mentira, na corrupção, na violência e na manipulação sempre temem a pessoa que tem postura ética e que possui ‘luz’. Sentem-se desmoralizados porque ele não compactua, e nem vende sua alma como eles fazem! Os seguidores de Jesus têm aprendido a não ter medo dos que trabalham nas ‘trevas’, mas a agir à luz do dia, com coerência e fidelidade. Só quem sente vivo dentro de si o ‘crucificado levantado da terra’ terá a coragem de agir assim! 

Quem dera que os governantes fossem como pepe Mujica, ex-presidente do Uruguai!


As repúblicas não vieram ao mundo para estabelecer novas cortes, as repúblicas nasceram para dizer que todos somos iguais. E entre os iguais estão os governantes. Ninguém é mais que ninguém, começando pelo governante (Pepe Mujica)

No mundo inteiro governantes reivindicam para si privilégios, até mesmo no Uruguai, ontem, hoje e, provavelmente, por muitos anos, talvez sempre. Atendimento no Sírio Libanês, vencimentos altos para si e para toda a “corte”, roupas, restaurantes, veículos caros, mordomias e mais mordomias, seja torneiro mecânico, milico ou sociólogo. Essa realidade todo mundo conhece, mas há ainda os que não tem qualquer pudor da luxúria. Hitler, Mussolini abusaram do hedonismo, da tirania. Mais recentemente, George Bush e Sílvio Berlusconi também posaram de deuses no Olimpo. Diante desse quadro, o ex-presidente uruguaio Pepe Mujica que, recusa qualquer benesse presidencial e doa 90% de seu salário para a caridade, é um forte contraponto. O discurso fácil e despolitizado dos mais conservadores acusa o presidente uruguaio por seus feitos mais conhecidos: a suposta “liberação” da maconha, a descriminalização do aborto e o casamento gay. Sobre o primeiro destes feitos, diz Mujica:...temos que ter cuidado, porque não é uma legalização como as pessoas supõem no exterior, não vai haver comércio, os estrangeiros não poderão vir aqui ao Uruguai para comprar maconha. 
Personalidade forte, posições firmes, coisa muito distinta entre os governantes contemporâneos, que comportam-se como marionetes da moralidade cristã, afirmando sua cristandade, filiando-se falaciosamente à igreja paulina para garantir votos e popularidade. Sua sinceridade cortante e seus 78 anos de idade revelam-se na crítica aos estadunidenses feita pessoalmente ao Presidente Barack Obama: “os americanos deveriam fumar menos e aprender mais idiomas”. De passado guerrilheiro, sendo um dos mais importantes combatentes da odiosa ditadura militar uruguaia, tornou-se um pacifista convicto, afirmando não existir “guerras justas”. Para a elite conservadora, incapaz de viver com menos, de consumir menos, a irritante coerência entre o discurso de Mujica e sua prática revolucionária serão, por muito tempo, um fantasma a assombrar seus sonhos mesquinhos e individualistas. Para a história da república, Mujica foi o presidente que, desde Platão, melhor compreendeu a ideia de “coisa pública” (do grego, res = coisa + publica), desprezando regalias e outras benesses não condizentes com o ideário de igualdade de direitos que pressupõe o espírito republicano. Sem pavulagem, Pepe Mujica escancara, para a história da República, a mesma incoerência entre, por um lado, certas seitas neopentecostais cristãs, que pregam a prosperidade e, por outro, o Cristo histórico, pobre e desapegado de riquezas. Na república uruguaia há também ricos e pobres, ainda que a desigualdade tenha diminuído, mas seu povo pode dizer com orgulho, como nenhum outro no mundo, que entre aqueles que promovem a injustiça social não está seu Presidente da República (Blog do Luis Nassif)


sexta-feira, 13 de março de 2015

Para quem batem as panelas do dia 15?

Contradição das contradições: há uma parcela, ínfima, mas barulhenta porque apoiada pela mídia nacional fascista, da população pedindo moralização da política, entre outras coisas, só para a presidente e seus colaboradores e partidários. Essa mesma parcela poupa escandalosamente dois personagens influentes e poderosos da política nacional que são notoriamente mais sujos do que pau de galinheiro: Renan Calheiros e Eduardo Cunha, respectivamente presidente do Senado Nacional e Presidente da Câmara de deputados. Ontem, o Sr. Cunha recebeu apoio vergonhoso de deputados de todos os partidos, em suas verrinas contra o Ministério Público Federal. Eduardo Cunha é conhecido desde os tempos de PC Farias como o é Renan Calheiros. ‘Sua vida é uma enorme capivara, com processos por todos os lugares por onde passou’, como diz Luis Nassif. A ex-vereadora Cidinha Campos (do Rio) chegou a denunciar relações dele com o traficante Abadia. Na Câmara, tornou-se o escoadouro de todos os lobbies econômicos. Responde a vários processos, esses sim correndo sob sigilo, (diferentemente daqueles que envolvem petistas!). O pior resultado da polarização política atual foi sua ascensão. E a maior prova de que, para os jornalões, denúncia não é instrumento de aprimoramento: é apenas uma arma em defesa de interesses. Vergonha! Será que os ‘barriga-cheia’ de domingo irão tocar suas panelas também para Cunha e Calheiros, pedindo que se afastem até o fim das investigações? Desconfio que não. Afinal, todos eles bebem do mesmo caldo que horrorizados denunciam! 

quinta-feira, 12 de março de 2015

PP de Aécio, ops, do Rio Grande do Sul lidera a lista com o maior número de políticos investigados pela Lava-Jato. Inclusive, o racista Heinze!

A lista de políticos investigados na Operação Lava Jato, divulgada na sexta-feira 6, trouxe a infeliz ‘surpresa’ que ao Partido Progressista (PP), o quarto maior do Brasil lidera a lista com o maior número de políticos investigados no escândalo de corrupção na Petrobras. Ao todo, a lista traz 33 nomes ligados ao PP, sendo seis apenas do Rio Grande do Sul. O PP não é novo nesse tipo de liderança negativa e sem ser punido nas urnas e na justiça. Um exemplo é o deputado federal Luis Carlos Heinze, um dos cinco investigados do PP no Rio Grande do Sul pela Lava Jato. No início de 2014, Heinze foi premiado pela ONG inglesa Survival com o título de “racista do ano” graças a um discurso no qual dizia que “quilombolas, índios, gays, lésbicas” são “tudo que não presta”. No mesmo ano, Heinze venceu a disputa por uma vaga na Câmara Federal, sendo o deputado federal mais votado do Rio Grande do Sul, com mais de 162 mil votos. Agora, afirma ser inocente. Há tempos, o PP e o PSDB formam uma aliança vitoriosa no estado, responsável por eleger a ex-governadora Yeda Crusius (PSDB) e a senadora Ana Amélia (PP). Em 2014, por exemplo, o partido cedeu palanque a Aécio Neves no estado e assumiu a postura de oposição ao governo federal. O PP-RS tinha, inclusive, a promessa de fazer parte de um futuro governo tucano. "A base do núcleo de um futuro governo está representado aqui nesta foto: PSDB, PSB PP do Rio Grande e esse lado tão bom do PMDB, representado pelo candidato Sartori", disse Aécio em 18 de outubro passado. Na segunda-feira 9, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso já havia manifestado pouca empolgação com a tese do impeachment. "Não adianta nada tirar a presidente", afirmou ele. "Se exauriu o modelo de presidencialismo de coalizão, que na verdade é um presidencialismo de cooptação. O sistema político está esgotado", disse. Aécio disse que não participará das manifestações do dia 15 para não reforçar a tese, falsa segundo ele, de que os protestos tratam-se de um "terceiro turno" das eleições presidenciais. Tem gente que ainda não entendeu que a corrupção é sistêmica e não se dá só em alguns setores, supostamente ligados ao governo. Limpeza já e para todos! 

segunda-feira, 9 de março de 2015

O panelaço contra Dilma: é o panelaço de quem tem barriga cheia, e que nem sabe onde está a cozinha! Artigo de Juca Kfouri

Nós, brasileiros, somos capazes de sonegar meio trilhão de reais de Imposto de Renda só no ano passado. Como somos capazes de vender e comprar DVDs piratas, cuspir no chão, desrespeitar o sinal vermelho, andar pelo acostamento e, ainda por cima, votar no Collor, no Maluf, no Newtão Cardoso, na Roseana, no Marconi Perillo ou no Palocci.  O panelaço nas varandas gourmet de ontem não foi contra a corrupção.  Foi contra o incômodo que a elite branca sente ao disputar espaço com esta gente diferenciada que anda frequentando aeroportos, congestionando o trânsito e disputando vaga na universidade.  Elite branca que não se assume como tal, embora seja elite e branca.  Como eu sou.  Elite branca, termo criado pelo conservador Cláudio Lembo, que dela faz parte, não nega, mas enxerga.  Como Luís Carlos Bresser Pereira, fundador do PSDB e ex-ministro de FHC, que disse:“Um fenômeno novo na realidade brasileira é o ódio político, o espírito golpista dos ricos contra os pobres. O pacto nacional popular articulado pelo PT desmoronou no governo Dilma e a burguesia voltou a se unificar. Surgiu um fenômeno nunca visto antes no Brasil, um ódio coletivo da classe alta, dos ricos, a um partido e a um presidente. Não é preocupação ou medo. É ódio. Decorre do fato de se ter, pela primeira vez, um governo de centro-esquerda que se conservou de esquerda, que fez compromissos, mas não se entregou. Continuou defendendo os pobres contra os ricos. O governo revelou uma preferência forte e clara pelos trabalhadores e pelos pobres. Nos dois últimos anos da Dilma, a luta de classes voltou com força. Não por parte dos trabalhadores, mas por parte da burguesia insatisfeita. Quando os liberais e os ricos perderam a eleição não aceitaram isso e, antidemocraticamente, continuaram de armas em punho. E de repente, voltávamos ao udenismo e ao golpismo.
”Nada diferente do que pensa o empresário também tucano Ricardo Semler, que ri quando lhe dizem que os escândalos do mensalão e da Petrobras demonstram que jamais se roubou tanto no país. “Santa hipocrisia”, disse ele. “Já se roubou muito mais, apenas não era publicado, não ia parar nas redes sociais”.Sejamos francos: tão legítimo como protestar contra o governo é a falta de senso do ridículo de quem bate panelas de barriga cheia, mesmo sob o risco de riscar as de teflon, como bem observou o jornalista Leonardo Sakamoto.Ou a falta de educação, ao chamar uma mulher de “vaca” em quaisquer dias do ano ou no Dia Internacional da Mulher, repetindo a cafajestagem do jogo de abertura da Copa do Mundo. Aliás, como bem lembrou o artista plástico Fábio Tremonte: “Nem todo mundo que mora em bairro rico participou do panelaço. Muitos não sabiam onde ficava a cozinha”. Já na zona leste, em São Paulo, não houve panelaço, nem se ouviu o pronunciamento da presidenta, porque faltava luz na região, como tem faltado água, graças aos bons serviços da Eletropaulo e da Sabesp. Dilma Rousseff, gostemos ou não, foi democraticamente eleita em outubro passado.Que as vozes de Bresser Pereira e Semler prevaleçam sobre as dos Bolsonaros é o mínimo que se pode esperar de quem queira, verdadeiramente, um país mais justo e fraterno.E sem corrupção, é claro!

Comentário- Podemos dizer que, depois de 30 anos de democracia, felizmente as instituições democráticas estão funcionando no Brasil. Não é à toa que o escândalo da Petrobras não ficou escondido. O governo Dilma está em crise por diversos motivos: a situação econômica, o escândalo da Petrobras e pelo fato de a presidente não ser uma boa negociadora. E o sistema político brasileiro, presidencialista, implica na negociação de muitas questões. Dilma não é política, ela é mais tecnocrata e enfrenta muitas dificuldades para negociar se a compararmos com o ex-presidente Lula. A relação dela com o PMDB não é apropriada, já que ela não dá a chance nem do vice-presidente, Michel Temer nem do partido de participar das decisões que toma. E esse estilo de governar não facilita a situação. Eu vejo o Brasil numa crise, mas não numa crise institucional. (Peter Birle, especialista alemão em Realidade Brasileira)

sábado, 7 de março de 2015

O templo acabou! O novo culto se dá na pessoa de Jesus e no seu testemunho! (Jo. 2,13-25)

Quem nunca se indignou diante da falsidade e da hipocrisia que salta aos nossos olhos em qualquer lugar que estejamos? Quem nunca perdeu a cabeça quando alguém fura a fila e entra bem na nossa frente? Quem nunca se alterou diante de uma injustiça ou de uma humilhação gritante? É verdade, sempre haverá quem tenha a criticar covardemente um e outro, às escondidas, em voz baixa e com ar de suspeição. Sempre haverá quem usará suas influências particulares para ocupar o melhor lugar, comer o melhor pedaço, ser o primeiro a ser atendido por ter o chefe como amigo.  Nada disso, contudo, se compara quando ocorre num espaço sagrado, onde, supostamente, esses comportamentos deveriam estar ausentes e serem condenados por todos. Usar de má fé, utilizar o nome santo de Deus para tentar justificar seus próprios interesses mesquinhos é algo detestável. É como se estivéssemos tentando manipular a própria identidade de Deus. Como se estivéssemos chamando Deus para abençoar nossos comportamentos desprezíveis. O evangelho de hoje retrata uma atitude de Jesus que só em parte se parece com os casos acima descritos. Ao expulsar os cambistas e comerciantes, Jesus não está simplesmente externando emotivamente a sua reprovação contra os aproveitadores do espaço sagrado. Jesus está decretando o fim do próprio templo e de suas funções. 
O templo não é mais um meio privilegiado para se encontrar Deus. Ele se tornou desviante porque foi corrompido por seus frequentadores! Usa-se de forma criminosa o nome de Deus para ‘abençoar’ não só os negócios, mas também para justificar uma relação com um ‘Deus’ que deixou de ser para eles o Deus dos pobres de Israel! O templo e esse tipo de relação e culto que se dava com Deus deviam ser destruídos definitivamente. Já em outras oportunidades Jesus dizia que não era nem sobre ‘esse ou aquele monte, e nem em Jerusalém que se adora Deus, mas somente em espírito e verdade’ (Jo. 4,21-24) Chegou a hora e é agora: o novo templo e o novo culto se dá no corpo-pessoa de Jesus! Só na pessoa e no testemunho de Jesus podemos encontrar e adorar o Pai. Somente através de Jesus descobrimos o projeto de vida plena que o ‘verdadeiro Deus’ – aquele que não pode ser manipulado, - tem para com seus filhos e filhas. Não templos formais, frios, cansados, construídos por humanos interesseiros, mas templos-comunidades vivas de pessoas alegres, ativas forjadas pelo amor indestrutível de Deus. Deveríamos nos perguntar se estamos praticando de fato o ‘verdadeiro culto’, ou seja, exercendo a caridade, defendendo o direito do órfão e da viúva, fazendo justiça ao pobre, e tendo Jesus como centro inspirador. Ou se, por acaso, nos limitamos a repetir fórmulas, cantar louvores e hinos, fazendo da religião um negócio escuso, em templos elegantes, refrigerados e cheirando a incenso, mas com um coração que fica longe do coração dos sofredores!